Na cidade

As redes sociais estão furiosas com “o mamarracho do Piódão”

A polémica chegou agora à Internet. Mas o espaço já existe há mais de uma década — e a controvérsia também.
Siga o ponto vermelho.

Há poucas localidades em Portugal tão mágicas como a aldeia do Piódão. Uma das icónicas representantes das Aldeias Históricas de Portugal, classificada como Imóvel de Interesse Público, tem uma paisagem única. No inverno, é um pequeno presépio em tamanho real. No verão, as águas límpidas da praia fluvial são irresistíveis. As fotografias do casario são deslumbrantes, mas olhos mais ou menos atentos acenderam uma nova polémica nas redes sociais.

De partilha em partilha, as vozes têm sido unânimes na condenação de um edifício que destoa da paisagem. Uns apelidam-no de “atentado arquitetónico”, outros de “aborto” e há o batize de “mamarracho”. Há até quem duvide da sua existência e prefira acreditar que tudo não passa de montagem. Mas o edifício é bem real.

As linhas modernas e as cores garridas salta à vista por entre as típicas fachadas de xisto. Acontece que, apesar da recente polémica, o espaço já existe há “cerca de 14 ou 15 anos”, revela à NiT André Ribeiro, responsável do estabelecimento.

Afinal, nem o edifício é novo, nem a discussão sobre a sua existência é nova. “Sempre houve polémica, ainda hoje há”, explica o responsável pelo Delícias do Piódão. André tomou conta do negócio há três anos, que até aí se chamava Piódão XXI.

O polémico edifício foi “construído num terreno agrícola” e, segundo o próprio, “nunca houve problemas com licenças”, até porque caso os houvesse, “nem sequer era construído. André não é da terra e quando ocupou o espaço, ele já estava tal e qual como está. Permanece intacto na paisagem há mais de uma década.

O espaço mudou de nome e de gerência em 2017.

A opinião da população divide-se. “Uns acham que se enquadra bem, que é bonito, outros não. Não foi bem aceite por todos. O Piódão é muito especial, tem muitas guerras”, explica.

Para André, “o edifício não destoa” do resto da aldeia, à exceção “dos dois caixotes” vermelhos que saltam à vista na zona exterior e que funcionam como armazém e bar. Retirá-los é que nem pensar. “Nem faz sentido removê-los. Se está construído e foi gasto dinheiro lá… Apesar de não ser bonito, faz parte do restaurante”.

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