Na cidade

Recursos para 2020 acabariam segunda-feira se todos vivessem como os portugueses

Em teoria, da forma como tendemos a consumir, na próxima semana já estaríamos a viver a crédito de recursos futuros.
O impacto dos portugueses é grande.

 Os recursos do planeta para 2020 esgotavam-se já esta segunda-feira, 25 de maio, sem o ano ainda ir a meio, se todos os países consumissem como a média dos portugueses. Os cálculos são da organização independente “Global Footprint Network”.

Segundo esta entidade, citada pela Lusa, a partir de segunda-feira o país teria de viver a crédito dos recursos futuros. Os dados sobre a pegada ecológica de Portugal, atualizados pela associação ambientalista portuguesa Zero, em parceria com a “Global Footprint Network”, indicam que, se cada pessoa do planeta vivesse como uma pessoa média portuguesa, seriam precisos mais dois planetas para sustentar as necessidades de recursos.

Assim, a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos, a nível mundial, esgotava-se já na segunda-feira, um dia mais cedo do que em 2019. E a partir desse dia teriam de ser usados recursos naturais que só deviam ser utilizados no próximo ano.

A Zero explica em comunicado que os cálculos são anteriores à pandemia de Covid-19 que nos últimos meses quase parou o país, e admite que a atual situação poderá adiar a data para “um pouco mais tarde”. No entanto, para reduzir a dívida ambiental portuguesa a associação afirma que o consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) são das atividades que mais contribuem para a pegada e que por isso é nelas que tem de haver intervenção.

Os ambientalistas sugerem que se aposte numa agricultura variada e que valorize os ecossistemas (preservando solos e reduzindo a poluição e uso de água), que se aposte no teletrabalho e nas reuniões virtuais, e que se invista em transportes não poluentes, como a bicicleta.

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