Na cidade

Praias pequenas fechadas e limite de pessoas por chapéu: o que está em análise

No regresso a banhos que poderá acontecer já em junho, há várias hipóteses em cima da mesa, que começam a ser reveladas.
As soluções ainda estão em estudo.

Por todo o mundo, se analisam e procuram soluções para tentar normalizar o regresso a banhos, tanto de mar como de sol, o mais breve possível — porém em segurança, toda aquela que se conseguir garantir em tempos de uma pandemia ainda sem cura nem vacina.

Em Málaga, uma autarquia local está a desenhar quadrados, ou zonas de 2,5 metros no areal como medida a aplicar aquando do regresso às praias; em Itália, surgiu uma proposta de cubículos de acrílico entre banhistas; em Cádis, as autoridades locais chegaram ao ponto de espalhar lixívia no areal, criando um problema ambiental.

Em Portugal ainda está tudo em aberto, a ser discutido, mas começam a ser conhecidos os projetos ou ideias com mais força para andar. Tal como a NiT noticiou no final de abril, está a ser elaborado um verdadeiro manual de procedimentos por um conjunto de entidades que incluem o programa Bandeira Azul da Associação Bandeira Azul da Europa; a Marinha; a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto de Socorro a Náufragos e a Direção-Geral da Saúde.

Esta quarta-feira, 6 de maio, deveria haver uma reunião destas entidades para definir mais detalhes, mas foi adiada para dia 13 de maio. O que já se sabe ou parece ser mais certo, tem sido entretanto revelado por diversas fontes. Isto porque a época balnear está a ser pensada para arrancar já a 1 de junho, embora não haja certezas nem sobre este ponto. 

A Associação Bandeira Azul já adiantou que é certo que as praias nacionais irão ter, por exemplo, uma lotação máxima de banhistas durante a época balnear, calculada em função da capacidade de carga de cada praia.

Já o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro revelou esta quarta-feira, 6 de maio, numa entrevista ao “Público“, que o governo está a estudar a hipótese de fechar as praias pequenas neste verão para impedir o ajuntamento de pessoas.

Ao jornal, Tiago Antunes admitiu que este é um tema difícil dentro do desconfinamento faseado, sendo para já certo que “teremos mais distanciamento social.”

Também esta quarta-feira, o “Correio da Manhã” avança na sua edição limitada — porém citada pelo “Executive Digest” — que o executivo de António Costa deverá aplicar às praias a regra do ajuntamento máximo de 10 pessoas, que foi definido para o estado de calamidade, com excepção feita às famílias numerosas.

Também estará a ser pensado, adianta o jornal, um limite de quatro a seis pessoas por chapéu de sol; a ser explorada uma aplicação para os banhistas saberem a que areais podem ir; a proibição de jogos coletivos, como o futebol; e o estabelecimento de um mínimo de dois metros entre toalhas nas zonas livres, e de três a quatro metros entre chapéus e toldos nas áreas concessionadas. 

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