Na cidade

Novo desafio viral: a partilha da “última foto normal” tirada antes da quarentena

O desafio chama-se #lastnormalphoto e foi lançado pela BBC, com uma adesão massiva a nível mundial.
Um grupo de ingleses numa viagem.

Perante o surto do novo coronavírus e o isolamento social da maioria das pessoas, as redes sociais tornaram-se o sítio perfeito para manter o contacto com o mundo. A imaginação tem sido a ferramenta mais utilizada e os desafios virais deixam-nos um pouco mais reconfortados, sabendo que todos estamos a viver o mesmo problema.

Desta vez, foi a BBC que decidiu lançar uma proposta aos seus leitores – que rapidamente se transformou num verdadeiro desafio viral que já está a correr o mundo. A ideia era que os leitores enviassem ao jornal britânico a “última foto normal” que têm na galeria do telemóvel, antes de ficarem em quarentena devido à Covid-19. Intitulado #lastnormalphoto, o desafio chegou às redes sociais da jornalista Robyn Vinter, que o partilhou no seu Twitter.

Em poucas horas, a jornalista recebeu milhares de respostas e, a partir daí, chegou o sucesso surpreendente. Em resposta à sua publicação, mais de oito mil pessoas partilharam fotografias da última vez que foram à escola ou a um restaurante, que saíram à noite com os amigos, que viajaram, que foram a eventos e almoçaram em família, que puderam assistir a concertos ou ir à praia. 

Citada pelo “The Guardian“, Robyn Vinter afirmou que depois da sua partilha viu que Jon Ronson, jornalista e realizador de vários documentários, tinha respondido ao desafio, entre outras pessoas famosas. Também Monica Lewinsky, ativista, autora e ex-estagiária da Casa Branca, tinha aderido. “Pensei: isto é estranho. Como é que ela encontrou o meu tweet do nada? Foi aí que vi que havia milhares de respostas”.

A fotografia partilhada pela própria jornalista neste desafio foi em frente a um espelho que pensou comprar da vez seguinte que fosse à loja. “Havia um espelho estranho dos anos 70 que eu gostei, e acabei por tirar uma foto dele em que eu aparecia. Ainda precisava de pensar se ia realmente comprá-lo ou não e imaginar onde ele poderia ficar dentro da minha casa. Ia depois passar lá para o levar”.

O facto de ser algo tão orgânico – tendo em conta que as pessoas não tinham noção que iam ficar tantos meses sem sair de casa – é o que torna este desafio tão especial. “Há muitas coisas que as pessoas escolheriam fazer se soubessem que isto ia acontecer. Acho que é um momento congelado no tempo”, explicou Vinter.

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