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NASA avisa: há mais de 300 anos que o sol não estava tão pouco quente

Da última vez que tal aconteceu, deu-se uma "pequena idade do gelo". O mesmo não acontecerá agora, devido ao aquecimento global.
A fase chama-se "solar minimum".

Apesar de não ser visível na Terra, o sol atravessa fases e alterações ao longo do tempo. Ultimamente, é mais fácil estudar, e até prever, algumas dessas alterações por parte da comunidade científica.

Sabe-se, por exemplo, que atualmente o sol está a passar uma fase menos ativa chamada “solar minimum”. Normalmente, os intervalos de tempo entre alterações no sol duram 11 anos, incluindo picos de energia ou de atividade, bem como o oposto.

Durante os picos, ocorrem aquilo a que se chama de sunspots, ou manchas solares, e solar flares, ou explosões solares. Já na fase “solar minimum”, o sol está muito mais calmo e com menos ocorrências desse tipo. O calor que o sol emite varia consoante essas fases.

Cientistas da NASA, citados pela “CNN”, explicam que atualmente o sol se encontra numa fase denominada de “grand solar minimum”, ou seja, uma fase de pouca atividade, maior do que o normal.

A última vez que tal ocorreu foi entre 1650 e 1715, o que originou uma “pequena idade do gelo” no hemisfério norte, com uma “combinação do arrefecimento de vulcões e uma atividade solar reduzida que baixaram as temperaturas”.

No entanto, o mesmo não irá acontecer agora. Em causa está o aquecimento global. “O aquecimento produzido pelo gases de efeito de estufa, devido aos consumos humanos de combustíveis fósseis, é seis vezes maior do que o arrefecimento possível de um ‘grand solar minimum’ prolongado”, explicam.

De acordo com estes cientistas, mesmo que esta fase do sol durasse um século inteiro, as temperaturas globais continuariam quentes.

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