Na cidade

Maior ponte pedonal suspensa do mundo, em Arouca, vai ser inaugurada em outubro

A “516 Arouca” vai ligar as duas margens do rio Paiva na zona da Garganta. Os Passadiços do Paiva ficam ainda mais tentadores.
O projeto, partilhado pela autarquia.

Fica 175 metros acima do Rio Paiva, tem 516 metros de comprimento e está preparada para receber 30 pessoas em simultâneo: a maior ponte pedonal suspensa do Mundo, “516 Arouca”, terá a sua pré-abertura em outubro, adianta esta quinta-feira, 9 de julho, o “Jornal de Notícias”, numa reportagem no local.

No final das obras, o jornal relata que, na nova e recordista ponte de Arouca, cada tabuleiro de gradil metálico é uma espécie de cápsula, pensada para transmitir mais segurança aos aventureiros que vão desejar percorrer os 516 metros da travessia.

A “516 Arouca” é assim chamada por ter uma extensão de 516 metros. A estrutura tem ainda um vão de cerca de 480 metros e fica 175 metros acima do rio Paiva. Está construída junto aos Passadiços do Paiva, de onde já se pode apreciar a construção que será certamente uma das principais atrações turísticas do distrito de Aveiro.

A estrutura é cofinanciada pelo programa PROVERE, do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) Norte 2020. O custo da obra é de cerca de 1,7 milhões de euros.

A nova ponte, em construção desde maio de 2018, é inspirada nas pontes incas que atravessavam os vales das montanhas dos Andes. No ano passado, a autarquia de Arouca descreveu a ponte como “assustadoramente bela”. Fica nas imediações da Cascata das Aguieiras e da Garganta do Paiva. 

Para a atravessar deverá ter de comprar dois tipos de bilhetes, cujos preços ainda não são conhecidos. Atravessar apenas a ponte será mais barato do que fazê-lo de forma integrada no percurso dos Passadiços do Paiva. 

Segundo a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, à NiT em 2019, a ponte pedonal suspensa sobre o rio Paiva “é uma infraestrutura turística essencial para reforçar a atratividade turística do município e o seu posicionamento no mercado de turismo de natureza”.

“Atravessá-la será certamente uma experiência marcante e memorável”, garante. “Para os que já fizeram os Passadiços, a ponte será um excelente motivo para regressarem. Aos que ainda não tiveram oportunidade para os percorrer, têm agora um motivo adicional para o fazer”.

Os famosos passadiços permitem percorrer a pé oito quilómetros de um troço incrível, num passeio intocado e rodeado de natureza selvagem, na margem esquerda do Rio Paiva, numa zona conhecida como a Garganta do Paiva, concelho de Arouca, distrito de Aveiro.

Aqui, encontra águas bravas, cristais de quartzo e várias espécies em extinção na Europa. Passa pelas praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Passa por pontes suspensas, pequenos lagos de água nas rochas, muitas sombras, a natureza no seu estado mais puro.

A partida é feita do Areinho – Espiunca, a partir de onde encontra, pela frente, quase nove quilómetros, sempre em frente. O percurso pedonal é feito em estruturas em madeira de pinho, que estão assentes em ferro implantado nas rochas.

No final do mês de maio, os Passadiços reabriram ao público depois de estarem fechados desde 12 de março por causa do novo coronavírus. O percurso voltou com medidas novas: para começar, mudou a lotação diária dos habituais 2.000 visitantes para 600. Assim, pretende-se garantir um maior distanciamento social entre os visitantes da estrutura, cujo horário prevê agora que a última entrada se verifique às 17 horas, uma hora mais cedo do que anteriormente.

O acesso ao local só se faz mediante compra prévia do bilhete no site ou na Loja Interativa de Turismo. Ao chegar aos Passadiços, os visitantes terão de autorizar a medição da sua temperatura e de proceder à higienização das mãos, sendo aconselhados a que se façam “acompanhar de um doseador de álcool gel para higienização das mãos ao longo do percurso.

Para diminuir o risco de contágio através de superfícies, num passeio que pode durar até várias horas consoante o ritmo de caminhada e a frequência de paragens, a autarquia aconselha ainda que se tente quando possível “evitar o apoio nos corrimões” existentes ao longo da estrutura.

Carregue na galeria para ver seis coisas que precisa de saber sobre os Passadiços do Paiva.

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