na cidade

O New York Times mostra 36 horas na capital — e tem dicas bem giras

Um fim de semana é quanto basta para perceber porque Lisboa está no topo do mundo, pelo menos é o que acha a jornalista do New York Times.

Rio Maravilha na LX Factory, um dos locais destacados.

Pegue numa boa máquina fotográfica e junte um tripé, porque as fotos têm tudo para ser boas. Ponha na sua mala roupa leve, pense em várias camadas mas maioritariamente frescas, uns óculos de sol com proteção garantida e traga uns sacos extra para souvenirs e compras. Junte um ebook que o ajude a encontrar os melhores spots e está pronto para conhecer Lisboa, a cidade da moda em todo o mundo e agora, novamente, também para o reputado jornal The New York Times.

Estas dicas são de um artigo sobre “o que pôr numa mala para Lisboa”, publicado na edição online do jornal esta quinta-feira, 19 de abril. Mas esse é apenas um texto de suporte ao artigo principal, colocado no mesmo dia, sobre “36 horas em Lisboa“.

Uma editora do jornal norte-americano passou 36 horas na nossa capital e escreveu tudo o que pode fazer e conhecer num fim de semana na cidade, num texto recheado de elogios. Chama-lhe um “fim de semana de banquetes de frutos do mar, bares chiques no terraço, ruas onduladas e monumentos, tanto do Velho Mundo quanto futuristas”.

Ingrid K. Williams começa por explicar que está na altura de abandonar a ideia de vir a Lisboa só por ser um dos sítios mais baratos da Europa — embora o marisco “continue relativamente barato e o vinho também”. Até os pastéis de nata, diz, continuam a “um euro e trocos”.

Mas também há novos restaurantes, novas esplanadas, um “novo museu de classe mundial” (o MAAT) e grandes ofertas culturais. “O encanto debotado da Velha Europa continua, mas com um fluxo de aberturas emocionantes e uma nova inspiração vinda do outro lado do Atlântico, Lisboa parece estar preparada para uma nova era de ouro”, escreve.

Muito resumidamente, o roteiro começa numa sexta-feira à tarde no bairro da Graça, com tempo para espreitar o Convento e ainda ver a vista. Daí até Campo de Ourique é um saltinho, e lá pode conhecer melhor um dos nossos poetas, com uma visita à Casa Fernando Pessoa, um museu e centro cultural no bairro.

Com o dia a aproximar-se do fim, apetecendo um “banquete de petiscos de frutos do mar”, reserve uma mesa na Peixaria da Esquina, inaugurado em 2015 pelo aclamado chef Vítor Sobral, ainda na mesma zona.

Depois de um belo jantar, o Topo Chiado está situado nos Terraços do Carmo, num lounge ao ar livre que serve cocktails em mesas com vista do castelo e do elevador de Santa Justa, em estilo neogótico de ferro forjado.

Para uma vida noturna mais ao ar livre, o NYTimes recomenda o Rio Maravilha, num quarto andar da LX Factory, com uma vista deslumbrante e um Porto tónico maravilhoso.

No sábado, para a “sugar rush” matinal é recomendada a Pastelaria Alcôa , uma pastelaria exclusiva que abriu o ano passado numa localização privilegiada do Chiado, onde “são exibidas fileiras de tortas douradas juntamente com uma variedade de outros doces conventuais”.

Está na hora de começar a pensar em souvenirs, e para os conseguir bem originais é recomendada a Cork & Co, uma loja de dois andares repleta de souvenirs de cortiça. A jornalista foi depois desfrutar de um almoço saudável n’ A Cevicheria, um popular restaurante peruano aberto pelo chef Kiko Martins em 2014 e, avisa, “se houver fila de espera peça um pisco sour espumante e aguarde, que vale a pena”.

A tarde é para conhecer Belém e os seus marcos históricos como o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e, desde 2016, a fachada futurista do MAAT, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, que é aqui alvo de elogios pela sua arquitetura de topo.

Para jantar, a Taberna da Rua das Flores, “tem o ambiente desgastado de uma antiga taverna de Lisboa”, e para um copo tem a cervejaria Oitava Colina, ou o Gin Lovers.

 

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