Na cidade

Governo garante que Linha Circular do Metro é mesmo para avançar

Ministro do Ambiente destaca a importância do projeto na redução da poluição.
Executivo convicto na obra.

Depois de a União Europeia ter dito que os fundos destinados à linha circular do Metropolitano de Lisboa podiam ser transferidos para outros projetos, o ministro do Ambiente reagiu com uma garantia: o projeto é para avançar.

À Lusa, citado pelo “Jornal Económico“, Matos Fernandes explicou que não há outro projeto em Portugal com este impacto que possa vir a ser concluído até ao final de 2023. 

“Não só o projeto vai continuar, como não posso deixar de perguntar que outros projetos. Eu não estou aqui a discutir regulamentos de fundos comunitários. O que eu estou a dizer, e digo já desde o primeiro dia, é que não há não nenhum outro projeto em Portugal, mormente no Metro de Lisboa, com esta dimensão e este impacto na vida das pessoas e na redução das emissões — porque reduz o número de viagens em transporte individual — que possa vir a ser feito até ao final de 2023”, defendeu.

O governante explica que o executivo não tem alternativas a esta linha circular, pelo que se ela não avançar, nenhuma obra avança. “Construir uma linha de metro é fazer um projeto que demora um ano, é fazer um estudo de impacte ambiental e uma avaliação de impacto ambiental que demora um outro ano, é lançar o concurso para uma obra que demora no mínimo seis meses. E foi tudo isso que nós fizemos na linha circular”, frisou.

“Com esta dimensão e com este impacto positivo na mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa, ou já agora, em qualquer outra parte do país, é materialmente impossível até ao ano de 2023 sermos capazes de desenharmos um outro projeto”, insistiu Matos Fernandes.

O objetivo da linha circular passa por ligar o Rato ao Cais do Sodré, conseguindo uma linha circular a partir do Campo Grande com as linhas verde e amarela, passando as restantes linhas a funcionar como radiais — linha Amarela de Odivelas a Telheiras, linha Azul (Reboleira – Santa Apolónia) e linha Vermelha (S. Sebastião – Aeroporto).

Há vários grupos de utentes a contestar o projeto, mas sobre isto, Matos Fernandes disse à Lusa: “aqueles que se opõem à linha circular, o que verdadeiramente querem é que não haja nenhuma obra no Metro de Lisboa” lembrando ser uma ação “absolutamente fundamental para resolver o problema da mobilidade” em Lisboa.

A obra chegou a estar prevista para ser iniciada este ano, mas foi adiada sem data certa, ao ser excluída, em fevereiro, do Orçamento de Estado para 2020.

 

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