Na cidade

Fernando Medina volta a atacar: “Não é normal não haver inquéritos ao fim de semana”

O presidente da Câmara de Lisboa volta a apontar o dedo às autoridades de saúde pela má gestão da pandemia.
Portugal tem mais de 45 mil casos positivos.

“Não acho normal haver interrupção da realização de inquéritos epidemiológicos ao fim-de-semana”. Foi desta forma que Fernando Medina voltou a criticar a atuação das autoridades de saúde portuguesas na gestão da pandemia no nosso País. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Lisboa recordou que “o vírus não tira fins de semana, feriados. Não descansa”, reforçando assim as críticas que fez no início da semana às “chefias” da DGS e do governo.

Medina diz que “a situação que hoje enfrentamos precisa de ser atendida com grande sentido de urgência e com grande mobilização de recursos”. Por isso, defende que é “fundamental testar, isolar, rastrear as pessoas que estiveram em contacto e assegurarmos que, na vigilância, todas as pessoas estão a cumprir e têm condições de cumprir o isolamento”.

Apesar de não identificar as “chefias” a que se referia, o autarca diz que deixou uma mensagem muito transparente. “Fui muito claro sobre aquilo que disse. O alerta que eu deixei foi muito preciso e muito claro. Precisamos de ter um exército maior, que tem vindo a ser reforçado, mas tem de ser ainda mais para lidarmos com esta fase e para prevenirmos”, disse.

Recorde-se que na terça-feira, 30 de junho, o presidente da Câmara de Lisboa deixou várias críticas à forma como a pandemia está a ser tratada na região de Lisboa. Na altura disse que “com maus chefes e pouco exército, não conseguimos ganhar esta guerra”, frisando que “isto não é problema de alta tecnologia, é um problema da qualidade das chefias. Ou as chefias em matéria de saúde pública conseguem em poucos dias por ordem na casa ou essas mesmas chefias terão de ser imediatamente reavaliadas”.

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