Na cidade

Estas são as melhores cidades para criar miúdos — nenhuma é em Portugal

Foram revelados os melhores locais para se mudar com a família de acordo com educação, licenças, atividades infantis e outros.
Helsínquia em primeiro.

Nem sempre é uma tarefa fácil — incluindo a nível económico — a missão de criar e de educar os miúdos. Mas há ajudas: de amigos, familiares, da aldeia de pessoas que constituem o nosso núcleo ou até de entidades como o Estado e associações. Até fatores que são para nós incontroláveis como a qualidade de vida, do ar, a segurança do bairro, os preços, são importantes para que a experiência de ter uma família seja o melhor possível.

A pensar em tudo isto, uma plataforma internacional que se especializa em auxiliar pessoas que queiram mudar de cidade, decidiu elaborar um ranking das metrópoles com melhores condições para acolher famílias. Assim, se está a pensar experimentar um novo país para viver — ou simplesmente por curiosidade — só tem de consultar a lista e saber onde encontra a melhor conjugação de uma série de 16 fatores.

E estes 16 fatores ou critérios incluem licenças parentais pagas, educação, saúde, familiaridade, segurança dos bairros, mobilidade, custo de vida por rendas, emprego, entre outros.

Conduzido pela Movinga, o estudo Cidades de Oportunidade analisou as diferentes necessidades de pais e filhos quando se trata de começar uma vida nova numa nova cidade, e para isso avaliou 150 locais. 

Metrópoles de todo o mundo foram selecionadas devido à sua popularidade como destino para famílias, bem como pela disponibilidade de fontes de dados de qualidade para local.

O estudo foi depois dividido em três categorias: habitabilidade da cidade, legislação familiar e inquéritos feitos com pais de cada cidade. “Como especialistas em ajudar as famílias a mudarem sabemos que os pais e os seus filhos têm necessidades e expectativas diferentes das pessoas quando se mudam para uma nova cidade. Depois de analisar as melhores cidades em busca de várias oportunidades, como encontrar amor, educação, emprego ou iniciar um novo negócio, decidimos voltar nossa atenção para as características fundamentais de uma cidade que preocupa os pais ou futuros pais quando procuram fazer uma mudança”, explica-se na plataforma. 

O resultado “é um novo estudo abrangente sobre 16 fatores que revela as melhores cidades para famílias em todo o mundo. Isso incluiu itens essenciais como habitação, educação, taxas de emprego e acessibilidade geral, bem como legislação familiar, como a quantidade de licença parental paga e se a cidade é inclusiva para pais do mesmo sexo”.

A Movinga explica ainda que era importante incluir as opiniões das famílias que vivenciam essas cidades, e por isso realizou duas pesquisas com os pais em cada local para entender o sentimento do público em relação ao espaço onde vivem. A primeira pesquisa pediu aos pais que indicassem como se sentiam em relação à segurança de seus filhos na comunidade e a segunda, se acreditavam que sua cidade era um bom lugar para as famílias em geral. Por último, foi ainda analisa a atratividade e a amplitude das atividades de lazer voltadas para a família.

Considerando tudo isto, no primeiro lugar da lista global do estudo ficou Helsínquia, na Finlândia, que ganhou pontos pelo número de dias de licença parental remunerada, educação e segurança. Em segundo lugar o Quebeque, Canadá; seguido por Oslo na Noruega, Munique na Alemanha, Copenhaga na Dinamarca, Estocolmo na Suécia, Reiquejavique na Islândia, Calgary e Montreal no Canadá e Gotemburgo na Suécia..

Nos rankings de cada critério, destaque para o educacional, onde Singapura ocupa o primeiro lugar; o da habitação mais acessível — Essen, na Alemanha; Honolulu com a melhor qualidade do ar; Oslo com a melhor assistência médica. Los Angeles foi eleita a melhor cidade para atividades infantis.

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