Na cidade

Com calor de verão e sem nadadores, as autoridades vão estar nas praias

A Autoridade Marítima vai fazer ações de sensibilização num fim de semana que se espera muito quente.
O distanciamento é para praticar.

O tempo vai continuar quente, com temperaturas próximas dos 30 graus esperadas para o próximo fim de semana; mas em plena pandemia e estado de calamidade, a instrução continua a ser para manter o confinamento, sempre que possível, ainda que possa sair pontualmente, passear, ir a restaurantes e em teoria até dar mergulhos — sempre respeitando as instruções e mantendo as distâncias.

Mas a verdade é que as praias ainda não têm as medidas anunciadas pelo governo para a época balnear de 2020; ainda nem sequer têm nadadores salvadores. E por isso, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) vai colocar quase todo o seu dispositivo nas praias portuguesas no próximo fim de semana, numa atitude preventiva e de sensibilização.

Em declarações à agência Lusa, o comandante Fernando Pereira da Fonseca, disse que a AMN vai estar nas praias com um dispositivo constituído por elementos das capitanias, Instituto de Socorros a Náufragos e polícia marítima.

“Não vamos ter nenhuma operação especial, o que vamos fazer é aquilo que temos feito sempre que o tempo está mais quente e não está aberta a época balnear, que é pôr o nosso dispositivo praticamente todo no terreno, quer na parte molhada como na parte seca, e fazer ações de sensibilização”, disse.

“É obvio que as pessoas estiveram este tempo todo confinadas e agora querem usufruir da praia, querem ir a banhos, mas até dia 6 de junho a época balnear ainda não estará aberta. Por isso, vamos colocar o dispositivo nas praias numa atitude preventiva e de sensibilização para evitar que as pessoas tenham comportamentos de risco”, adiantou.

O comandante Pereira da Fonseca lembrou que a época balnear ainda não começou e, portanto, as praias ainda não têm nadadores-salvadores, nem estão colocados dispositivos de segurança nas praias. E lembrou que o distanciamento social é essencial.

Na passada sexta-feira, 15 de maio, o primeiro-ministro revelou as novas regras para a abertura das praias, que serão aplicadas a partir de 6 de junho.

Deve ser mantido um distanciamento de um metro e meio entre pessoas que não façam parte dos mesmos grupos e um afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos. Todas as atividades desportivas com duas ou mais pessoas — como jogos com bolas, discos ou raquetes — estão interditas, à exceção das aulas de surf ou desportos náuticos.

Os toldos, colmos ou barracas só podem ser alugados de manhã, até às 13h30, ou à tarde, a partir das 14 horas. Além disso, haverá um máximo de cinco utentes por cada zona. E à entrada das praias, a sinalização “tipo semáforo” vai funcionar como uma recomendação que será anunciada por cores: verde para indicar uma ocupação baixa (cerca de um terço); amarelo para ocupação elevada (dois terços) e vermelho para ocupação plena.

As informações sobre a ocupação das praias vão então ser atualizadas de forma contínua, em tempo real, na app Info Praia (disponível gratuitamente para iOS e Android) e no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). 

Será ainda impedido o estacionamento fora dos parques e das zonas de estacionamento estabelecidas. Por motivo de proteção pública, poderá ainda ser interditada a entrada nas praias, caso as novas regras sejam quebradas pelas concessionárias ou pelos visitantes.

“Nem a água das piscinas nem do mar constituem risco para a saúde pública e a praia em si também não tem risco nenhum particular”, acrescentou o primeiro-ministro, explicando que é importante respeitar o distanciamento físico. “É essencial que as pessoas saibam proteger-se mantendo na praia as normas de distanciamento físico e de etiqueta respiratória que seguimos no dia a dia”, disse.

Poderão ainda ser definidos corredores de circulação, paralelos e perpendiculares à linha da costa. Os bares, restaurantes e esplanadas terão de ser limpos, no mínimo, quatro vezes por dia; a sua capacidade deve ser limitada a 50 por cento; e as esplanadas poderão ser reorganizadas para garantir a distância de segurança.

Os vendedores ambulantes terão de usar obrigatoriamente máscara e viseira e devem circular pelos tais corredores de circulação, respeitando o distanciamento social.

O uso de gaivotas, escorregas ou chuveiros interiores será proibido e os chuveiros exteriores, espreguiçadeiras, colchões e cinzeiros de praia devem ser higienizados diariamente ou sempre que mudem de utilizador. 

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