Na cidade

Capital do Natal acusa promotores turísticos de falsear oferta do parque

Organização diz que as agências podem ter induzido em erro vários visitantes.
A polémica continua.

A Capital do Natal, um parque temático de diversões instalado no Passeio Marítimos de Algés, no concelho de Oeiras, tem sido alvo de notícias todos os dias — mas não pelos melhores motivos. Os visitantes parecem ficar desapontados com o espaço e a organização já apontou os culpados.

O site “TVI24” avança que a equipa responsável pelo evento apresentou este sábado, 7 de dezembro, uma queixa-crime contra todos os promotores turísticos. Em causa está uma alegada adulteração da oferta do parque, que poderá ter induzido vários visitantes em erro.

Em causa está “a promoção de notícias e material publicitário, na maioria dos casos realizada em Espanha, e que terá contrariado a informação oficialmente divulgada. Essas informações terão criado uma “falsa expetativa” de que aquele local dispunha de pistas de esqui, entre outros equipamentos, pode ler-se.

É que grande parte das críticas à Capital do Natal são, sobretudo, de espanhóis. A NiT, por exemplo, teve a oportunidade de visitar o parque e não achou tão mal quanto se diz — reveja o artigo.

Foi até criado um grupo no Facebook com o nome “Capital do Natal Estafa” (fraude, em português), bem como uma petição online, entretanto encerrada, que tinha 2423 assinaturas e pretendia encerrar o parque. No grupo, é possível ler alguns comentários de pessoas que tinham comprado entradas e conseguiram receber o dinheiro de volta de algumas entidades vendedoras dos ingressos.

Além dos espanhóis, Rui Madureira, da organização do Natal, já tinha revelado à NiT que não há críticas significativas da parte de visitantes portugueses, a não ser sobre o preço das entradas. “Há muita gente a achar caro, mas temos visitantes que no final da visita afirmam que foi um bom investimento. O ingresso é um passaporte que dá entrada a todas as atrações, e as vezes que se quiser.”

“Várias agências de viagens venderam pacotes com entradas para o nosso parque e prometiam coisas que nunca prometemos. A comunicação desses agentes foi feita com base em vários sites e blogues espanhóis que utilizaram fotografias da Internet que nada tinham a ver connosco e outras fotografias nossas e de meios de comunicação portugueses e fizeram traduções livres e tiraram ilações falsas”, explicou na mesma entrevista feita à NiT publicada a 3 de dezembro.

Desde a sua abertura, a organização já mudou o piso. Além disso, as renas presentes no parque, que também geraram muita indignação, foram retiradas. Um porta-voz do evento declarou que as renas foram retiradas por opção da própria organização, como resposta aos comentários e “de forma a não ferir a susceptibilidade” dos visitantes, desmentindo as notícias que dizem que os animais exóticos foram retirados por falta de uma licença.

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