Na cidade

Autarca defende um Algarve seguro e “Covid Free” para receber turismo este verão

Presidente da AMAL diz que região tem condições para ter regras diferentes do resto do país. E que há soluções a ser pensadas.
O regresso está a ser preparado.

É uma das grandes dúvidas do momento, entrecruzada com dezenas de outras questões para as quais simplesmente ainda não há resposta certa: como serão as férias de verão deste ano? E a frequência de praias, a habitual romaria ao Algarve, todos os rituais de verão que normalmente implicam encontros — e não um, agora necessário, distanciamento social?

Ainda há muito a definir nas próximas semanas, mas o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e também da autarquia de Olhão acredita que, com a colaboração de todos e as soluções certas, o Algarve este ano possa ter turismo — ainda que marcadamente nacional e com regras e restrições para garantir segurança — e ser assim, idealmente, “Covid Free”.

Numa conferência de imprensa esta sexta-feira, 24 de abril, e citado pelo “Sul Informação“, António Miguel Pina explicou que é necessário construir a ideia de que o Algarve continua a ser um destino seguro. Ou seja, o período de desconfinamento deverá criar soluções que mostrem às pessoas que “é seguro vir passar férias para o Algarve, embora com condicionantes”, devido à pandemia do novo coronavírus.

O mesmo meio explica que o autarca diz que a reabertura da economia e das outras atividades será também ali gradual e monitorizada atentamente, para se perceber a evolução da pandemia.

Estarão a ser pensadas soluções várias e “regras de boas práticas” a implementar nos espaços públicos, praias, restaurantes e hotéis. A ideia é ir construindo ideias que envolvam autarcas, hoteleiros, entidades de saúde e proteção civil e que garantam a segurança dos visitantes e algarvios. O turismo deverá ser este ano marcadamente nacional e com limitações, as tais a ser definidas para o objetivo “Covid Free”.

A isto, a responsável da Autoridade Regional de Saúde local acrescentou que terão de ser bem definidas as regras de frequência das praias, um potencial local de contágio, bem como de bares, restaurantes, instalações sanitárias de praia e vigilância da qualidade das águas balneares, entre outras.

O responsável da AMAL admite que se trata de um equilíbrio muito difícil, mas lembrou que a situação epidemiológica do Algarve é diferente da do resto do país, pelo que até certo ponto “pode haver regras no Algarve diferentes das do resto do país”. Nos próximos dias deverão ser definidos e conhecidos mais detalhes, mas fica já a garantia de que se as soluções encontradas correrem mal e os casos começarem a subir, o sistema de saúde responderá e a região dará “um passo atrás”.

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