Viagens

As dicas dos especialistas para se proteger do coronavírus em viagens de avião

Dos desinfetantes às máscaras, há muito para aprender. E estes truques não o protegem só do covid-19.
As medidas são válidas para qualquer vírus

Desde o final de dezembro de 2019 que andamos a ouvir falar do coronavírus, ou Covid-19, e o seu elevado número de infetados e até algumas vítimas mortais. A velocidade com que se tem espalhado por todo o mundo deve-se, em grande parte, à cada vez maior e mais constante circulação de pessoas, tanto em trabalho como em lazer — e por esse motivo têm sido adotadas várias medidas de proteção, tanto pelos países, como pelos próprios cidadãos.

Um dos primeiros fenómenos a que assistimos foi uma corrida às máscaras e aos desinfetantes e a todas as formas possíveis de proteção. Mas há outras medidas simples que pode tomar. Agora que o coronavírus chegou também a Portugal e que a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou as suas recomendações de segurança, convém saber o que devemos fazer quando estamos em viagem, especialmente em aviões.

Sendo certo que é recomendado que não viaje atualmente para nenhum dos países mais afetados, como é o caso de Itália, China ou Coreia do Sul, como deve agir quem tem viagens para destinos com poucos ou nenhuns casos mas está preocupado com a parte da deslocação?

A primeira coisa a fazer é simples. Não circular muito dentro do avião. E tentar, dentro dos possíveis e sem pânico, evitar estar perto de pessoas a tossir. Emily Landon, diretora médica do departamento antimicrobiano e de controlo de infeções da Universidade de Medicina de Chicago, explicou à “National Geographic” que, como acontece com outros vírus semelhantes, quem estiver por dez minutos ou mais num raio de proximidade de até dois metros de uma pessoa infetada tem mais risco, o que é provável que aconteça em aviões, por exemplo: “Tempo e distância importam”.

No entanto, a mesma revista explica que a Organização Mundial da Saúde define que, em infeções respiratórias, o contato com uma pessoa infetada pode ocorrer quando nos sentamos a menos de duas fileiras de distância desta pessoa. A revista frisa porém que, mesmo aqueles que estão dentro da faixa de dois lugares da OMS, têm uma probabilidade relativamente baixa de serem infectados, porque a maioria dos contatos diretos entre pessoas dentro de aviões é relativamente curto.

De qualquer forma, pelo menos a avaliar por padrões estudados em síndromes respiratórios anteriores, escolher um assento na janela e ficar parado no seu lugar reduz claramente a probabilidade de entrar em contato com uma doença infecciosa.

Ainda no caso dos lugares dentro dos aviões, a “Business Insider” tem outra sugestão que pode ser eficaz. Quando estiver a selecionar o seu assento no check-in, tente escolher um que não tenha passageiros já confirmados ao lado. Uma hipótese para isto é tentar ser dos últimos a escolher se o voo não estiver demasiado lotado. 

Antes mesmo de ir para o aeroporto, caso o seu destino exija que tome algumas vacinas de prevenção para doenças como a malária, por exemplo, não se preocupe. Isso vai apenas fortalecer o seu sistema imunitário, não o prejudica em caso de ameaças de vírus diferentes como o covid-19.

De resto, é sempre bom ir preparado e levar consigo produtos como desinfetante ou toalhitas para este efeito para que possa passar no seu banco, apoio de braço, ecrã —se for caso disso — e mesa de apoio. Apesar de os aviões serem desinfetados pela própria companhia, nunca é demais manter os seus próprios padrões de proteção.

Utilizar um gel desinfetante é uma opção viável quando não tem a hipótese de lavar as mãos com água e sabão, que é a forma mais eficaz de tentar manter distância do vírus. Ainda assim, tenha em atenção que estes desinfetantes dão uma falsa ilusão de proteção que leva a que facilmente vá comer em zonas onde não consegue lavar as mãos e deixe de estar atento a esse tipo de detalhes.

Pelo bem da sua saúde e especialmente em deslocações de avião, convém manter-se bem hidratado. Esqueça as bebidas alcoólicas e com cafeína e beba bastante água. O ambiente dentro dos aviões é demasiado seco e além de desidratá-lo vai deixar as suas mucosas mais secas e o organismo mais vulnerável, o que é exatamente o que não se quer. Ainda assim, tenha alguma moderação para que não necessite de utilizar a casa de banho do avião, um dos espaços mais concorridos e que, por isso, tem maior probabilidade de estar contaminado.

Os especialistas citados pelo “Business Insider” dizem ainda que pode ajudar ligar o ar condicionado que fica por cima da sua cabeça. Ao contrário do que possa pensar, este sistema de ventilação tem normalmente filtros capazes de não deixar passar partículas indesejadas e ao mesmo tempo pode isolá-lo do ar do resto do avião pela corrente que gera à sua volta, mantendo os vírus relativamente afastados.

Seja qual for a sua situação, relaxe e não entre em pânico: não adianta nada, nem vale a pena. Em casos de viagens longas, aproveite para dormir e até porque o corpo continua a combater possíveis intrusos mesmo que esteja adormecido. Aliás, o descanso faz bem a todos os aspetos da sua saúde. 

No que toca às companhias aéreas, saiba que do lado delas também há cuidados extra e que estão a tomar medidas especiais para combater o coronavírus. De acordo com o “Los Angeles Times”, empresas como a Delta Air Lines têm tomado precauções como a pulverização de um desinfetante potente, de utilização hospitalar, por todo o interior dos aviões que circulam desde países com casos de infeção registados. Além disso, todos os objetos como lençóis, pratos, headfones e tabuleiros de refeições têm sido limpos de forma ainda mais cuidadosa.

Medidas como estas aliadas a uma mais frequente higienização dos aviões servem não só para ajudar a não propagar o vírus como para transmitir maior segurança aos passageiros. A maioria das companhias aéreas está atenta aos casos e retira de circulação aviões onde tenham estado passageiros infetados para que possa ser feita uma completa desinfeção.

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