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Saúde

Vírus mortal da China: cientistas falam em mais de mil possíveis infetados

Há 62 casos registados e dois mortos. Segundo um estudo, o número de infetados pode ser muito maior.
O mundo está em alerta.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou esta terça-feira, 14 de janeiro, que os hospitais em todo o mundo estão a ser preparados para lidar com um novo grupo de vírus, que tem potencial de desencadear uma onda de contágios em massa.

Cinco dias depois, os números de infetados começam a crescer e atingir números de respeito, levantando ainda mais atenção mundial. De acordo com a Lusa, citada pelo “Expresso“, este domingo, 19 de janeiro, haverá já 62 casos do novo coronavírus registados pela Comissão Municipal de Saúde de Wuhan.

Destes, 19 já receberam alta do hospital e dois morreram com a doença, embora tivessem condições preexistentes.

O foco da epidemia está definitivamente nesta cidade de Wuhan, estimando-se que a transmissão tenha começado num mercado de peixe e marisco, entretanto encerrado pelas autoridades.

De acordo com os cientistas do Colégio Imperial de Ciência, Tecnologia e Medicina de Londres, o número de infetados poderá ser muito maior do que o registado até agora. Os investigadores do Centro de Análise Global de Doenças Infeciosas deste Colégio, uma entidade que aliás aconselha instituições como a OMS, estimam que um total de 1.723 casos em Wuhan possam ter sido infetados.

Este número é apenas uma estimativa, salienta a “CNN“: fazem-na com base em métodos de cálculo de números reais de infeções, que levam em conta movimentações de pessoas e aeroportos, períodos de incubação e outras variáveis.

“Existem muitas incógnitas, o que significa que a faixa de incerteza em torno dessa estimativa varia de 190 casos a mais de 4 mil”, explicou um cientista ao canal norte-americano.

Há ainda preocupações de que o vírus se possa espalhar pelas milhões de pessoas que viajam para o Ano Novo Chinês este mês.

Sabe-se que o vírus é da família da Síndrome Respiratória Aguda Grave que, entre 2002 e 2003, fez 648 vítimas mortais na China. Já houve casos detetados na Tailândia e Japão, sempre de pessoas que viajaram para Wuhan e há já aeroportos, como os norte-americanos, a controlar quem vem deste destino.

Os sintomas da infeção com este vírus são semelhantes aos de uma constipação, podendo ser acompanhados de febre, tosse, fadiga e falta de ar.

Segundo vários especialistas contactados pela “BBC“, é ainda difícil entender até que ponto o mundo deve estar preocupado.

As autoridades chinesas dizem que não houve casos do vírus se espalhar de uma pessoa para outra, o que seria uma grande preocupação. Aparentemente não é o caso, mas muitos especialistas não descartam ainda totalmente a possibilidade de transmissão entre humanos. 

“No momento, até termos mais informações, é realmente difícil saber o quão preocupados deveríamos estar”, resumiu um cientista ao canal.