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Saúde

Ministra admite que uso generalizado de máscaras teve um parecer positivo

Em entrevista à RTP na noite de domingo, Marta Temido não adiantou se o governo vai adotar esta recomendação.
A dúvida continua.

A incerteza face às recomendações do uso, ou não, de máscaras pela generalidade da população continua. Este domingo, 5 de abril, a ministra da Saúde admitiu que a DGS pediu um parecer sobre o uso generalizado para evitar a propagação da Covid-19, e que este foi positivo. Mas o governo continua sem ter certezas sobre se esta é a recomendação certa — pelo menos para já.

Em entrevista à “RTP”, Marta Temido explicou que a Direção Geral de Saúde pediu um parecer ao coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Luta contra as Resistências Microbianas; e que esse parecer foi no sentido de equacionar o uso mais amplo das máscaras.

Citada pela “Lusa”, a ministra não avançou no entanto se a recomendação será adotada, pelo menos para já, embora tenha lembrado que os responsáveis pelas decisões têm de se adaptar e ter uma dinâmica muito rápida perante as evidências novas que vão surgindo. A governante lembrou a Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a referir que, para as pessoas sem sintomas, não é recomendável utilizar uma máscara de qualquer tipo.

Segundo Marta Temido, a infeção com o novo coronavírus acontece sobretudo por gotículas de saliva, pelo que uma máscara mal utilizada poderá não prevenir totalmente esse risco. “O que sabemos também é que em algumas circunstâncias a utilização de máscaras, se devidamente utilizada e sobretudo, muito importante, devidamente acompanhada por um conjunto de outras medidas, pode ter um efeito protetor e um efeito de diminuição…”, afirmou, explicando que o uso de máscara facial pode sobretudo permitir “que algumas coisas que não temos estado a fazer, em termos de contacto social, em termos de utilização de certos serviços, possa recuperar algum enquadramento”.

Ao alertar para a necessidade de “não permitir a ninguém, baixar a guarda”, a ministra explicou que o uso da máscara “pode permitir que alguém que está a uma distância de outro, que por algum motivo não é a distância ideal, não afete o outro”.

Marta Temido assinalou ainda a recomendação emitida esta semana pela DGS sobre o uso de equipamentos individuais, e disse que está consciente que “a adaptação da sociedade e de uma necessidade de contacto” terá de ser acompanhada por medidas. “Estamos confortáveis com as recomendações que temos e que emitimos esta semana, a utilização de máscara num contexto em que as pessoas ainda estão confinadas. O que estamos a equacionar é uma alteração possível de contexto em que uma necessidade de maior circulação social possa ser adequadamente mais protegida pela utilização mais abrangente de máscaras”, frisou.