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Saúde

Mortes nos EUA aumentam preocupações relacionadas com os cigarros eletrónicos

Há 12 óbitos sob investigação por parte das autoridades americanas. Por cá, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia alerta para os riscos associados a este tipo de cigarros.
Não são inócuos.

Estão a subir rapidamente de tom as preocupações relacionadas com a utilização de cigarros eletrónicos. Foram reportados ao Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA, doze casos de morte e 805 de doença respiratória grave, de origem desconhecida, mas que estão possivelmente associados ao uso de cigarros eletrónicos, noticia a Deco Proteste.

Os sintomas destes pacientes são tosse, falta de ar, dor no peito, náuseas, vómitos, diarreia, febre, fadiga, ou dor abdominal. Os casos estão a ser investigados para apurar ao certo a possível relação com este tipo de cigarros.

A maioria dos doentes reportou usar cigarros eletrónicos com THC, a substância psicoativa que se encontra presente na canábis. Até agora não se sabe se as doenças são provocadas pela nicotina, THC ou por substâncias formadas quando se dá a vaporização dos líquidos na máquina.

Apesar de não haver casos reportados na Europa, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia admite que este tipo de cigarros pode ser menos nefasto do que o tabaco, mas não é inócuo, e emitiu algumas recomendações para o uso de cigarros eletrónicos:

— O uso de cigarros eletrónicos é perigoso e não é recomendado;

— Os grupos mais vulneráveis, como as crianças, adolescentes, adultos jovens, grávidas, idosos e doentes respiratórios crónicos devem evitar o uso de cigarros eletrónicos;

— É especialmente perigosa a utilização de dispositivos comprados fora do comércio regulado, a sua utilização modificada ou a adição de líquidos ou óleos que contenham derivados da canábis ou outros aditivos;

— Os consumidores de cigarros eletrónicos que desenvolvam sintomas respiratórios agudos devem consultar o médico e fornecer-lhe informação sobre o produto que consomem;

— Os médicos que assistem doentes com quadro clínico semelhante devem obter informação detalhada sobre o uso destes dispositivos e comunicá-lo às autoridades de saúde, em caso de suspeita.