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Saúde

Recuperados do coronavírus que voltam a testar postivo não são contagiosos

CDC da Coreia do Sul acompanhou quase 300 destes novos positivos e verificou que não infetaram mais ninguém.
Resultados animadores.

Na avalanche de estudos, análises, dados e informações diárias que surgem sobre o novo coronavírus — um fenómeno necessário, porém muitas vezes confuso e até incoerente — há mais um dado que pode reassegurar um dos principais receios das autoridades mundiais: de que as pessoas recuperadas da Covid-19, que por vezes voltam a testar positivo sem ser ainda bem claro porquê, voltassem também a ser contagiosas e a ter potencial para espalhar a doença.

Agora, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul surgem com novas informações que mostram que esse receio parece ser infundado. De acordo com o “Daily Mail“, estas autoridades estudaram e acompanharam 285 sobreviventes do coronavírus que deram positivo após testes anteriores, que acusavam negativo.

No entanto, nenhuma das 790 pessoas com quem os pacientes entraram em contato foi infectada pelo novo vírus. A equipa diz que os resultados são um sinal de que algumas áreas podem ser mais seguras para reabrir do que se acreditava anteriormente.

De acordo com o jornal britânico, os cientistas também descobriram que as amostras de vírus recolhidas dos pacientes que apresentaram resultado positivo pela segunda vez não puderam ser cultivadas em culturas de laboratório, o que também é um sinal positivo: sugere que os pacientes não foram reinfectados, mas que possuem partículas, já mortas ou ineficazes, de vírus.  

Os resultados surgem depois de as autoridades de saúde da Coreia do Sul terem sido dos grandes responsáveis no alarme causado por este tema, já que neste país há já largas dezenas de pacientes recuperados a testar positivo para o vírus depois de estarem supostamente curados e de ter tido testes negativos. 

“Estamos a colocar mais peso na teoria de que fragmentos de vírus mortos permanecem no corpo de um paciente recuperado, já que não vimos evidências de este ser infeccioso”, disse o Dr. Ki Moran, professor da Escola de Pós-Graduação do National Cancer Center, citado pelo jornal.