Saúde

Presidente da República: jovens preocupam mas número de contágios está a estabilizar

Foi a Marcelo Rebelo de Sousa quem coube dar conta das conclusões da reunião que juntou especialistas e líderes partidários.
Marcelo Rebelo de Sousa promulgou no domingo à noite o diploma.

O Infarmed em Lisboa voltou a ser ponto de encontro entre especialistas e Presidente da República, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República, líderes partidários, patronais e sindicais, com o objetivo de avaliar a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal.

A reunião desta quarta-feira, 8 de julho, foi já o décimo encontro nestes moldes desde o início da pandemia, e acontece numa altura em que é a região de Lisboa e Vale do Tejo que inspira mais cuidados. Foi precisamente esta a região que “mereceu uma atenção particular” na reunião, como resumiu Marcelo Rebelo de Sousa à saída resumiu o encontro. A fechar, o Presidente da República confirmou ainda que esta será a última reunião nestes moldes no Infarmed. 

Apesar de tudo, realçou Marcelo Rebelo de Sousa, há “uma tendência ligeira” de estabilização do surto na Região de Lisboa e Vale do Tejo, que já ultrapassou a barreira dos 20 mil casos desde o início da pandemia.

Quanto ao que terá contribuído para o surto, Marcelo destacou “o peso que veio a ganhar ao longo das últimas semanas”, a população entre os 20 e os 30 anos. “A coabitação é o fator mais importante em termos de explicação causal para os surtos surgidos, logo seguido da convivência social”, acrescentou, citando de seguida um estudo que “parece demonstrar que não há ligação entre o transporte por comboio e o surto pandémico. É um dado novo”.O índice de transmissão está a diminuir, mesmo em Lisboa e Vale do Tejo, reforçou.

Ainda sobre a reunião, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que “é diverso o panorama nos distritos de Lisboa e Porto”, sendo que no norte a restauração e a indústria estarão mais associadas aos casos identificados. Em termos de cuidados hospitalares, mesmo num cenário “pessimista”, de 380 casos novos ao dia, a resposta ao surto está “bem dentro da capacidade global do Serviço Nacional de Saúde”.

Embora ainda sem concretizar, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que serão necessárias meddidas mais concretas e que estas, seguindo tendências de outros países e indicações das autoridades de saúde, passarão por “intervir de forma localizada e específica”.

Recorde-se que Portugal tinha, segundo o boletim de terça-feira, 7 de julho,  44.416 casos e 1.629 óbitos desde o início da pandemia.

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