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Saúde

OMS considera irracional que se esgotem máscaras e géis por medo do coronavírus

Segundo a diretora de saúde pública da organização, a medida mais eficaz é lavar as mãos.
Atenção.

Quando o novo coronavírus ainda não tinha chegado à Europa, foi notória uma corrida imediata à procura de máscaras de proteção e géis desinfetantes. Em janeiro, a NiT ligou para várias farmácias portuguesas que confirmaram também a ruptura de stock. Esta quarta-feira, 26 de fevereiro, a diretora de saúde pública da Organização Mundial de Saúde (OMS) assegurou que é “irracional e desproporcionado” que se esgotem ambas as coisas por medo do Covid-19.

Maria Neira revelou à emissora espanhola RAC-1, citada pelo site da SIC Notícias, que as máscaras são para uso do pessoal de saúde e sublinhou que a diminuição de vítimas e contagiados que está a registar-se na China “poderá significar que a epidemia chegou ao cume e atingiu o pico epidémico”.

Acrescentou, ainda, que a forma mais eficaz de prevenir o contágio é lavar as mãos frequentemente, insistindo que não se justifica a corrida às farmácias, uma vez que a situação se baseia no “medo e na angústia das pessoas”, o que deve ser evitado.

De acordo com a diretora de saúde pública da OMS, sobre a situação na China, há já “quase a confirmação de que o número de casos parece ter atingido o topo”. No entanto, o surto espalhou-se por outros países, sendo Itália e o Irão os que estão a gerar mais preocupação neste momento.

O último balanço da epidemia aponta para, pelo menos, 81 mil infetados e 2768 mortos. Contudo, há também mais de 30 mil pessoas recuperadas. A Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, criou um mapa que atualiza em tempo real o número de infetados, mortes e recuperações relacionadas com o vírus.