Saúde

OMS considera cada vez mais improvável uma segunda grande vaga da pandemia

No entanto, a Organização Mundial da Saúde pede muita cautela e vigilância.
A imunidade ainda é baixa, alerta.

Embora o número casos confirmados de Covid-19 continue a aumentar diariamente, assim como de vítimas mortais, a diretora do departamento de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde (OMS) considera cada vez mais improvável a chegada de uma segunda grande vaga da doença.

Esta segunda-feira, 25 de maio, numa entrevista à rádio catalã “RAC-1”, María Neira disse que se está a entrar numa fase “muito crítica “ da epidemia e que restam duas ou três semanas para ver se foi superada com sucesso.

Segundo a responsável, os modelos de previsão com que a OMS trabalha “avançam muitas possibilidades, desde novos surtos pontuais a uma nova vaga importante, mas esta última possibilidade é cada vez mais de descartar”.

María Neira acredita que esta é uma batalha do dia a dia e, por isso, recomenda “muita prudência e bom senso”. Além disso, destacou que o mundo está muito melhor preparado para enfrentar qualquer aumento no contágio. Pediu, ainda, que a população não “entre em paranóia nem se relaxe demasiado” e que “aprenda a conviver com doenças infecciosas”.

“Sabemos que existe uma vigilância epidemiológica muito rigorosa, temos a tranquilidade de que, se houver algum foco, serão tomadas medidas”, afirmou.

“Devemos ter muita prudência em afirmar se este é o fim da vaga, mas, pelo menos, os dados mostram que se evitou a transmissão e explosão das primeiras semanas”, acrescentou.

Maria Neira reconheceu que a OMS ainda tem algumas dúvidas sobre a relação do novo coronavírus com o clima, mas que que este está a “fazer o percurso geográfico que se espera de um vírus que quer sobreviver”.

À mesma rádio, a responsável adiantou que os números da imunidade são muito baixos, pelo que é necessária vigilância nesta fase de desconfinamento.

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