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Saúde

OMS alerta: coronavírus é uma “ameaça muito grave” para todo o mundo

A pneumonia viral já infetou mais de 43 mil pessoas e matou outras mil, segundo os últimos dados divulgados.
Atenção, atenção.

Numa altura em que o coronavírus infetou 43,139 pessoas e matou 1018, a maioria das vítimas na China, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lança mais um alerta. Esta terça-feira, 11 de fevereiro, cerca de uma semana depois de considerar que a pneumonia não era considerada uma pandemia, a OMS diz que o vírus “é uma ameaça muito grande”.

“Com 99% dos casos na China, trata-se de uma grande emergência para o país, mas representa uma grave ameaça para o resto do mundo”, disse o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nas declarações de abertura de uma reunião em Genebra. 

Mais de 400 especialistas, desde cientistas a investigações, vão partilhar informações e definir prioridades no estudo para combater o novo coronavírus. A forma de transmissão e os possíveis tratamentos são dois temas essenciais no debate.

“O que importa agora é deter a epidemia e salvar vidas. Podemos alcançar isso juntos, com o seu apoio”, acrescentou Ghebreyesus.

O diretor-geral OMS pediu, ainda, que todos os países mostrassem solidariedade, através da partilha das informações de que dispõem. “Isso é particularmente importante em termos de amostras e da sequência do vírus. Para derrotar essa epidemia, precisamos partilhar as informações que temos.”

Os números estão a subir a um ritmo assustador

A 4 de fevereiro, precisamente há uma semana, os dados apontavam para 20 mil casos de infeção e 430 mortes. Agora, o número de infetados duplicou e a perda de vidas subiu para mais de metade. Pela primeira vez, nas últimas 24 horas, as vítimas mortais ultrapassaram uma centena. 

Entretanto, em Espanha foi confirmado o segundo caso positivo da doença. O Reino Unido também confirmou este domingo mais um caso positivo de coronavírus, elevando para quatro o número de pessoas afetadas pela epidemia. No sábado, dia 8 de fevereiro, os Estados Unidos anunciaram a morte do primeiro cidadão norte-americano vítima da doença. Fora da China, registaram-se também mortes em Hong Kong e nas Filipinas. 

Neste momento, o novo coronavírus — Covid-19 é o nome oficial — já provocou mais mortes do que a SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome ou síndrome respiratória aguda grave, em português), uma pandemia que ocorreu entre 2003 e 2004 e fez 774 vítimas mortais. Portanto, o mais recente vírus passa a ter o estatuto de epidemia mais mortal na China ao longo dos últimos 20 anos.

Os sintomas da infeção com este vírus são semelhantes aos de uma constipação, podendo ser acompanhados de febre, tosse, fadiga e falta de ar. 

A Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, criou um mapa que atualiza em tempo real o número de infetados, mortes e de recuperações relacionadas com o vírus.

Que cuidados se pode ter para evitar a transmissão do vírus?

A OMS tem utilizado a sua conta oficial no Twitter para partilhar imagens e vídeos com várias recomendações. Lavar as mãos frequentemente, tapar a boca e o nariz ao tossir e espirrar, e evitar o contacto direto com animais de quintas ou selvagens são algumas delas.

A 7 de fevereiro, também o Portal das Comunidades Portuguesas lançaram novos conselhos. “Nas presentes circunstâncias, desaconselham-se todas as deslocações à Província de Hubei [onde começou o surto] e viagens não essenciais à China. Esta recomendação tem em conta os potenciais riscos para a saúde e as presentes limitações à circulação no país, incluindo ligações aéreas domésticas e internacionais”, pode ler-se.

Além da situação na China, verificam-se situações de contágio noutros países, incluído no sudeste asiático, na Europa e nos Estados Unidos. Por isso, pede-se também “prudência nas viagens a países que se encontram geograficamente próximos da China, que pela sua situação geográfica e condicionalismos locais se encontrem mais suscetíveis a uma disseminação do surto”.

O portal recomenda, ainda, aos viajantes que façam o registo das suas viagens na aplicação Registo Viajante. Aos residentes, aconselha-se que, caso não o tenham feito, procedam à sua inscrição consular ou à respetiva atualização junto do posto consular da respetiva área de residência.

Em Portugal, já houve seis casos suspeitos de infeção, que deram todos negativo. Neste momento, há três hospitais no nosso País receber possíveis infetados. São eles o Hospital  Curry Cabral e Estefânia, em Lisboa, e o São João, no Porto. A Linha Saúde 24, o 808 24 24 24, também foi reforçada.