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Saúde

Novo relatório revela que 67,6% da população portuguesa tem excesso de peso

As conclusões de um estudo da OCDE, divulgadas esta quinta-feira, 7 de novembro, são assustadoras.
São números preocupantes.

Em Portugal, 67,6 por cento da população acima dos 15 anos tem excesso de peso. Tendo em conta que a média nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico é de 56 por cento, este número é assustador, assim como outras conclusões do novo relatório da OCDE.

Com valores piores estão apenas os Estados Unidos (71 por cento), México (72,5) e  Chile (74,2). A Finlândia está no mesmo patamar que Portugal.

Contudo, este não é único fator de risco para a saúde nacional. O “Health at a Glance 2019” mostra valores de alerta nos dados de obesidade em crianças com idades entre os cinco e os nove anos, ocupando a nona posição (37,7 em percentagem) neste setor.

“As taxas de obesidade têm aumentado nas últimas décadas em quase todos os países da OCDE, com uma média de 56 por cento da população com sobrepeso ou obesa”, pode ler-se.

A OCDE destaca que “as doenças crónicas como o cancro, o ataque cardíaco, o AVC, problemas respiratórios e diabetes não são apenas as principais causas de morte nos países da OCDE. Estas doenças representam também uma pesada incapacidade entre os vivos.”

O relatório revela, também que cada português consome, em média, 10,7 litros de álcool por ano e que os fumadores representam 16,8 por cento da população. Ambos os indicadores (que têm em conta cidadãos com mais de 15 anos) estão perto da média da organização, como é possível ver no documento disponível online.

Foi possível perceber, ainda, que muitas doenças crónicas são evitáveis se houver uma mudança no estilo de vida, nomeadamente no que diz respeito ao consumo de tabaco, de álcool, a obesidade e a inactividade física.

“Quase um terço das pessoas com 15 anos ou mais relataram que têm em média uma ou mais doenças crónicas em 27 países da OCDE”, lê-se no relatório.

Mas há mais alertas. Portugal é um dos quatro países com maior prevalência de casos de demência entre a população — ligeiramente acima de 20 casos por cada mil habitantes, comparativamente com a média de 15  da OCDE. De acordo com o mesmo documento, a previsão é que haja uma duplicação dos casos em 2050.

Verificou-se também que o País é o quinto com maior consumo de antidepressivos, tendo mais do que triplicado entre 2000 e 2017. Apresenta um consumo de 104 doses diárias por mil pessoas, quando a média dos países da OCDE é de 63.