Saúde

Ministra da Saúde garante que não há “descontrolo” em Lisboa e Vale do Tejo

Em entrevista à "RTP3", Marta Temido falou também do que "inspira maior preocupação" nesta altura.
Mais uma ajuda no combate à pandemia de Covid-19.

A ministra da Saúde, reconhece que há “uma situação de sobressalto que não nos deixa estar tranquilos” em Lisboa e Vale do Tejo, devido à pandemia. Ainda assim, em entrevista à “RTP3” esta quarta-feira, 1 de julho, Marta Temido diz que não se pode falar em “descontrolo”.

Foi durante o mês de junho que Lisboa e Vale do Tejo se tornou a região com mais casos de infetados por Covid-19. O relatório mais recente da Direção-Geral da Saúde, divulgado na quarta-feira, dava conta de um total de 42.454 infetados desde o início da pandemia, sendo que 19.383 dos casos são de Lisboa e Vale do Tejo.

Embora seja o norte do País onde há mais vítimas mortais, no último mês foram mais de 8 mil os casos confirmados na região de Lisboa e Vale do Tejo. O novo coronavírus, recorde-se, já registou 1.579 mortes em Portugal.

“Aquilo que nos inspira maior preocupação”, afirmou ainda a ministra, “é estarmos com um planalto persistente, com dificuldade em quebrar cadeias de transmissão e com algumas questões ainda por responder relativamente às circunstâncias que justificam esta situação”.

A governante salientou que “a aprendizagem” das autoridades durante a pandemia e as melhorias nos testes laboratoriais e no rastreio de contacto são pontos positivos, mas reconheceu também que os 363 médicos de saúde pública no Serviço Nacional de Saúde são poucos e, além do mais, “um força de trabalho envelhecida”, com uma média de idades de 59 anos.

Saliente-se que após uma fase de confinamento que mereceu elogios, esta fase de desconfinamento tem sido também acompanhada de críticas e com o topo das preocupações a descerem do note do País para Lisboa e Vale do Tejo.

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