Saúde

Medicamento ajuda na luta contra a Covid-19 — e reduz tempo de internamento

Novo estudo mostra potencial do antiviral Remdesivir, mas investigadores alertam que a droga não é suficiente "por si só".
Há esperança.

O medicamento antiviral Remdesivir pode ser eficaz na luta contra a Covid-19, caso seja usado antes de os pacientes serem ligados a um ventilador. Contudo, o uso isolado deste tratamento não é, por si só, suficiente para combater o novo coronavírus. As conclusões são de um novo estudo.

O documento, publicado no “New England Journal of Medicine”, mostra que o uso do Remdesivir encurtou a vida da doença nos pacientes de 15 para cerca de 11 dias — uma redução de 31 por cento no tempo de internamento dos infetados. 

O estudo, lançado pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, contou com a colaboração de 68 hospitais de todo o mundo. “Os resultados preliminares do ensaio sugerem que um tratamento de 10 dias com Remdesivir é superior a um com placebo”, revelaram os investigadores.

Os dados contribuem, desta forma, para reforçar “o uso do Remdesivir em pacientes hospitalizados com Covid-19 que requeiram terapia de oxigenação suplementar”. “Contudo, dadas as altas taxas de mortalidade verificadas, apesar do uso do Remdesivir, é claro que o tratamento com a droga antiviral por si só não será suficiente”, acrescentam.

A recomendação passsa por criar estratégias de combinação destes medicamentos antivirais em combinação com outras terapêuticas.

Durante as investigações, foram testados 1.063 pacientes. Os que tomaram efetivamente o Remdesivir — e não o placebo — demoraram, em média, 11 dias a recuperar. Por oposição, os restantes precisaram de perto de 15 dias. Dos medicados, sete por cento morreram, por comparação com 11,9 por cento dos pacientes que morreram durante a administração do placebo.

O efeito do Remdesivir foi mais eficaz quando aplicado antes dos pacientes necessitarem de ventilação mecânica. “As nossas descobertas sublinham a necessidade de identificar os casos de Covid-19 e iniciar o tratamento antiviral antes de que a doença pulmonar progrida.”

Além destas boas conclusões, foi também possível verificar que o medicamento não causou efeitos secundários notórios na maioria dos casos.

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