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Saúde

Estudo revela que maioria dos infetados com coronavírus tem sintomas fracos

Os investigadores garantem que a mortalidade deste vírus é muito baixa quando comparada com o número de doentes.
O surto do vírus começou na China.

O coronavírus tem gerado preocupação em todo o mundo e até algum alarmismo devido à sua rápida disseminação e ao número de mortes registado. Apesar disso, a maioria dos infetados tem apenas sintomas leves de doença e o maior risco de morte aplica-se a idosos ou pessoas com outras doenças. É essa a conclusão de um estudo publicado esta quarta-feira, 19 de fevereiro, no “Chinese Journal of Epidemiology”. Este é o documento mais completo até ao momento.

A investigação realizada por especialistas chineses contabiliza dados de 72.314 casos que foram detetados até 11 de fevereiro. Entre eles estavam casos confirmados, suspeitos, clinicamente diagnosticados e assintomáticos (infetados sem demonstrar sintomas).

O COVID-19, nome oficial do novo vírus, já infetou mais de 72 mil pessoas e matou mais de duas mil desde dezembro de 2019, segundo os últimos dados divulgados. Ainda assim, a mortalidade é inferior à perceção que o público tem, como revelam no relatório final.

Embora o número de pessoas que contraíram este vírus seja grande, 80,9 por cento tem apenas sintomas ligeiros. A percentagem diminui drasticamente quando falamos de sintomas graves, que só afetam 13,8 por cento, e ainda mais quando se tratam de pacientes em estado crítico, que significam 4,7 por cento.

No que diz respeito à faixa etária, as pessoas com mais de 80 anos têm maior probabilidade de vir a morrer (14,8 por cento). Ao mesmo tempo, e com exceção de dois recém-nascidos infetados pelas mães, não há registo de mortes em crianças com menos de nove anos.

O estudo explica, ainda, que até aos 39 anos a taxa de mortalidade é de apenas 0,2 por cento. Naturalmente, com o avançar dos anos, estes valores também sobem, fazendo com que a faixa etária dos 40 anos vá aos 0,4 por cento e o número suba para 1,3 na casa dos 50 anos. As maiores subidas acontecem na faixa dos 60 (3,6 por cento) e 70 anos (8 por cento).

Quem tem outras doenças no historial estará mais suscetível a complicações com o coronavírus que poderão levar à morte, especialmente doentes cardiovasculares, com diabetes, hipertensão ou doenças respiratórias crónicas. Numa outra perspetiva, os homens têm maior probabilidade de morrer do que as mulheres. Ainda assim, os autores da investigação dizem que a taxa de mortalidade geral deste vírus é de apenas 2,3 por cento.