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Saúde

Johnson & Johnson acredita que está a criar vacina com êxito superior a 80%

O diretor científico da norte-americana, Paul Stoffels, está confiante nesta medida de prevenção do coronavírus.
Imagem ilustrativa.

A Johnson & Johnson foi criada 1886 nos Estados Unidos da América e desde aí que se tem especializado na produção de fármacos, utensílios médicos e produtos de higiene — em Portugal, por exemplo, toda a gente conhece o óleo e champô para bebés.

Desde o início do ano que esta empresa americana está também a tentar produzir uma vacina que previna o coronavírus. Em entrevista ao jornal “El Mundo“, diretor científico Paul Stoffels mostrou-se bastante otimista e disse que acredita numa “probabilidade de ter êxito de 80 por cento”.

Contudo, salienta que esta vacina-candidata ainda precisa de ser “testada em humanos”, mas graças à sua experiência na área acha “bastante claro” que ela vai resultar. De acordo com a mesma publicação, o primeiro milhão de doses deste novo fármaco poderá estar disponível no primeiro trimestre de 2021.

A ideia é que a vacina seja acessível e sem fins lucrativos, por isso a Johnson & Johnson vai fazer um investimento em parceria com o governo americano no valor de mil milhões de euros. Quer isto dizer que, primeiramente, vai estar disponível nos Estados Unidos.

A sua expansão, diz Paul Stoffels, “não depende só da empresa”. É preciso “expandir a colaboração com governos e organizações que trabalham na produção de vacinas” e, numa primeira fase, “será necessário definir muito bem quem são as pessoas em maior risco que precisam de ser vacinadas”.

Questionado pelo “El Mundo” sobre que pessoas são essas, o diretor científico falou nas “mais expostas ao vírus como os profissionais de saúde que trabalham em hospitais e que precisam de ser protegidos para garantirem o seu trabalho diário”.

A seguir, o americano nomeou os idosos ou pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico, como cancro ou diabetes.