Saúde

Depois de os ter proibido, OMS volta a permitir testes com hidroxicloroquina

A sua utilização foi proibida depois de um estudo ter indicado que poderia aumentar a taxa de mortalidade por doenças cardíacas.
Os dados tinham discrepâncias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai retomar os testes clínicos da hidroxicloroquina, um medicamento que tem sido usado para combater o novo coronavírus em vários países e que serviu também para os tratamentos de outras doenças, como a malária e o ébola.

Em maio, este medicamento tinha sido proibido depois de emergir um estudo num jornal académico que indicava que poderia não ser seguro. Segundo o “The Guardian“, essa investigação, publicado na página científica “The Lancet“, dizia que a hidroxicloroquina estava associada a maiores taxas de mortalidade por problemas cardíacos nos doentes com Covid-19 em todo o mundo.

No entanto, foram agora levantadas questões relativas ao estudo por parte da comunidade científica, que apontam discrepâncias nos dados recolhidos de 96 mil pacientes espalhados por centenas de hospitais em todo o mundo. Algumas destas unidades de saúde negaram qualquer associação à base de dados do estudo.

Uma investigação do “The Guardian” publicado na passada quinta-feira indicou ainda que haveria “erros graves” na base de dados e questionou algumas das afirmações feitas no documento por Sapan Desai, o diretor da Surgisphere, a empresa que geriu o tratamento de informação, que também é co-autor no “The Lancet”.

A situação levou a que o jornal científico acabasse por ter de enfrentar uma auditoria independente que vai avaliar a proveniência dos dados e a sua veracidade. Um representante disse em comunicado que “todos os artigos de investigação publicados no ‘The Lancet’ passam por uma revisão de pares externos independentes, incluindo das estatísticas”.

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