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Saúde

O nosso cérebro tem um sistema de drenagem linfática — e quase ninguém sabe

Cientistas comprovaram a existência de vasos que funcionam como agentes de limpeza e são afetados pelo envelhecimento.
São vasos que funcionam como agentes de limpeza.

Uma equipa de cientistas da Coreia do Sul detetou o local exato por onde passa o sistema de drenagem linfática que existe no nosso cérebro e que pode perder o vigor à medida que envelhecemos. Esta rota é responsável por eliminar fluidos e moléculas em excesso no principal órgão do sistema nervoso e que podem levar a doenças neurodegenerativas, como é o caso do Alzheimer.

A notícia foi divulgada nesta quarta-feira, 31 de julho, pelo jornal “Público“. Ainda se sabe pouco sobre o funcionamento deste sistema, mas agora os cientistas identificaram o caminho que envolve uma complexa rede de vasos linfáticos meníngeos na base do cérebro.

Os resultados foram publicados na revista “Nature“, no dia 24 de julho, e podem ser úteis para o tratamento de doenças neurodegenerativas. “Identificámos os vasos linfáticos meníngeos na base do crânio como hotspots (rota principal) para a drenagem do fluido cerebral (líquido cefalorraquidiano)”, explicou ao “Público” o cientista Gou Young Koh, do Instituto de Ciência Básica e do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia, em Daejeon, na Coreia do Sul. 

Gou Young Koh acrescentou que a pesquisa permitiu perceber que a rota identificada pode ser afetada pelo envelhecimento e apresentar falhas no funcionamento com o passar dos anos. Isto poderia estar associado a doenças neurodegenerativas.

De acordo com os cientistas, desde sempre acumulamos moléculas tóxicas em nosso cérebro e os vasos linfáticos meníngeos surgem com uma espécie de agentes de limpeza do órgão.