Saúde

Grande Lisboa representa 85% dos novos casos — e vai ter medidas especiais

As novas ações na região de Lisboa e Vale do Tejo foram avançadas pela ministra da Saúde, Marta Temido, este sábado.
As medidas vão ser mais apertadas.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse na conferência de imprensa deste sábado, 30 de maio, que a taxa de letalidade global neste momento é de 4,3 por cento e acima dos 70 anos de 19 por cento. Depois, Marta Temido revelou que o Rt — o número de casos de contágios secundários provocados por um doente infetado com a Covid-19 —, entre 23 e 27 de maio, foi de 1,02.

Essa média variava entre 0,93 na região norte, 0,98 no centro do País e 1,05 na região de Lisboa e Vale do Tejo, que é também aquela que gera agora mais preocupação. Marta Temido adianta ainda que, desde o início da pandemia, a média do Rt já chegou a estar nos 2,33.

A responsável disse também que a tendência de novos casos do novo coronavírus é decrescente em quase todas as zonas do País, verificando-se, no entanto, um crescimento de novos casos concentrados na Área Metropolitana de Lisboa. Marta Temido destacou, especificamente, os concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Loures e Sintra, devido a novos surtos verificados nestas zonas.

Lisboa e Vale do Tejo representam 90 por cento do número de infetados detetados nas últimas 24 horas. Esta tendência tem-se registado na última semana com esta região a ser responsável por 85 por cento dos novos infetados. Segundo Marta Temido, é uma média de cerca de 189 casos por dia.

Durante a conferência, referiu que esta situação obrigou as autoridades de saúde portuguesas a tomar medidas diferenciadas para a Grande Lisboa, como a continuação do encerramento de centros comerciais. 

A estratégia de contenção envolverá, ao longo dos próximos dias, o reforço de vários aspetos, como o “rastreio da infeção focado nas atividades em que se tem verificado maior incidência de surtos da doença, como construção civil, cadeias de abastecimento, transporte e distribuição”, adiantou.

Além disso, será feita “a testagem de todas as pessoas relativamente às quais as autoridades de saude tenham determinado vigilância ativa por contacto destes profissionais”, assim como a “identificação de locais alternativos para o confinamento domiciliar, quando se comprove que as condições de habitabilidade não respeitam” os critérios necessários,

Segundo a ministra da Saúde, estas novas regras englobam, ainda, o acompanhamento clínico diário por profissionais de saude através de visitas domiciliárias para melhor perceção do contexto e melhor acompanhamento dos utentes.

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