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Saúde

França restringe venda de aspirina, paracetamol e ibuprofeno

Autoridades querem que só sejam vendidos após consulta com o farmacêutico.
Mudanças em 2020.

A agência de saúde francesa ANSM, responsável pela segurança dos medicamentos, quer restringir o acesso a analgésicos como aspirina, paracetamol e ibuprofeno no país, já a partir de janeiro de 2020.

Em França as regras já são mais apertadas do que em outros países europeus, onde alguns destes medicamentos se vendem em supermercados — não é o caso francês. Mas apesar de haver grupos a pedir que as regras diminuam, a intenção da autoridade dos medicamentos e do governo é de as aumentar.

Se agora, estes medicamentos podem ser retirados diretamente das prateleiras pelos clientes das farmácias, a partir de 2020 deverão ser colocados atrás do balcão, obrigando os clientes a ter de consultar o farmacêutico.

Não ficam sujeitos a receita médica mas há uma pequena consulta prévia implícita já que, relata o “TheLocalFr“, a figura do farmacêutico neste país está muito associada a conselhos e informações.

A medida, ainda sujeita a consulta, pretende conter o uso excessivo de medicamentos e os riscos à saúde associados.Os meios franceses destacam que ela deverá dever-se em parte a um caso de morte por overdose de paracetamol em 2017, quando uma mulher chamada Naomi Musenga morreu como “consequência de uma intoxicação por paracetamol absorvida pela automedicação por vários dias”.

Em julho, a agência de saúde anunciou que as caixas de paracetamol seriam marcadas com as palavras “overdose = perigo”.