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Saúde

Há uma petição online que exige o aumento da licença de maternidade para 3 anos

Está a circular nas redes sociais e já conta com milhares de assinaturas.
Há quem lute pelo período de três anos.

Não se sabe quando nem por quem é que foi criada, mas uma coisa é certa: está a começar a destacar-se em partilhas nas redes sociais. Estamos a falar de uma petição pública para que a licença de maternidade seja de 36 meses, ou seja, três anos.

Neste momento, esta licença de maternidade é atribuída por um período de 120 dias (quatro meses) ou 150 dias seguidos (cinco meses). No caso de gémeos, acrescem 30 dias por cada criança. Este período pode ser partilhado pelos pais, porém, é obrigatório que a mãe goze de, pelo menos, seis semanas após o parto.

Contudo, os autores desta petição acreditam que o aumento da licença de maternidade é uma necessidade e uma realidade.

“As crianças na primeira infância necessitam de cuidados e atividades individualizadas com vista ao seu bom desenvolvimento. Está provado cientificamente que as crianças necessitam de toque não intencional para se desenvolverem bem e serem adultos menos stressados e mais felizes. Esse toque designa o colo, e mimos. Até aos três anos as crianças não brincam umas com as outras, brincam para si próprias”, lê-se na descrição.

Garantem também que as experiências até aos esta idade vão determinar quem somos para o resto da nossa vida. “A criança beneficiará em ficar em casa com a mãe desde que a mãe crie uma rotina em que o bebé beneficiará de brincadeiras lúdicas e passeios diários. Bem como, mimo, carinho e atenção”, acrescentam.

E continuam: “A criança não será deixada alienada em casa para a mãe fazer tarefas domésticas. Este será o seu trabalho durante 36 meses se assim o desejar. Os bebés necessitam de colo e aconchego. Com três anos de idade a criança deverá ingressar na pré-escola com mais maturidade e entendimento. Com maior capacidade de se relacionar socialmente e de verbalizar quando não está bem.”

A petição pública, que está disponível online, contava com cerca de 1200 assinaturas pelas 9 horas desta segunda-feira, 7 de outubro. Até à data de publicação deste artigo, o número aumentou para 1593.