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Saúde

Estudo revela que ter um cão reduz o risco de morte precoce

A investigação contou com a participação de quatro milhões de pessoas, ao longo de 70 anos.
Há mais um estudo sobre ter animais.

A 9 de outubro foi publicado um estudo no Journal of the American Heart Association, liderado pela endocrinologista Caroline Kramer, que conclui que ser dono de um cão diminui o risco de morte precoce.

Para esta pesquisa, que demorou 70 anos a concluir, foram estudadas quatro milhões de pessoas do Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Escandinávia. Os cientistas concluíram que ser dono de um cão reduz em 24 por cento o risco de “todas as causas de morte”. Acrescentam ainda que traz benefícios para quem já sofreu um AVC ou um ataque cardíaco.

“Para essas pessoas ter um cão é ainda mais benéfico. Têm uma redução em 31 por cento do risco de morrerem de uma doença cardiovascular”, explicou à “CNN” Caroline Kramer.

Ainda noutro estudo publicado no mesmo dia e na mesma publicação científica, que envolveu 336 mil suecos, foi revelado que os donos de cães que sobrevivem a um AVC ou ataque cardíaco têm uma melhor recuperação do que os mesmos doentes que não têm.

Ambos os estudos são observacionais, ou seja, os investigadores não podem provar, através de experiências, as suas conclusões. Resta saber se a questão é efetivamente o cão, ou o facto de os donos acabarem por realizar maior atividade física, por causa dos passeios diários.