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Saúde

Estudo: cada pessoa ingere mais de 50 mil partículas de plástico por ano

Resultados foram publicados a 3 de setembro e dão a conhecer a assustadora realidade sobre a contaminação da cadeia alimentar humana.
São números assustadores.

Nos últimos anos, o plástico transformou-se num enorme desafio global pela imensidão de problemas que está a criar nos ecossistemas da terra e dos oceanos. É um material difícil de reciclar, que demora centenas de anos a decompor-se — e os seus resíduos estão a acumular-se a uma velocidade assustadora.

Com a passagem do tempo, o plástico que vai parar ao solo e aos mares começa a desfazer-se em pequenas partículas, conhecidas como microplásticos. Estes pedaços microscópicos estão em todo o lado:  são ingeridos por várias espécies de animais e absorvidos pelos solos. Peixe, marisco, sal marinho e até mesmo água engarrafada são alguns exemplos de produtos contaminados pelo plástico que então a entrar na cadeia alimentar humana.

É que um estudo, publicado a 3 de setembro, na revista americana “Annals of Internal Medicine” mostrou que os adultos ingerem entre 39 mil e 52 mil plásticos por ano, só através da alimentação. 

Segundo o “The Ins and Outs of Microplastics” (“As vantagens e desvantagens dos microplásticos”, em tradução livre), desenvolvido pelos médicos Stephanie Wright e Ian Mudway, o consumo destas partículas pode afetar a energia, o apetite e até a fertilidade. 

Além do plástico por si só, há um número infindável de químicos nocivos para a saúde que se acaba por consumir com a sua ingestão, como os ftalatos, retardantes de chamas, pesticidas, organoclorado e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

Um artigo publicado no ano passado já havia revelado que os químicos presentes nas beatas de cigarros estão a entrar na cadeia alimentar humana. Isto inclui substâncias como a nicotina, arsénio e chumbo.