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Saúde

Estudo revela que é preciso ter muito cuidado com a tinta das tatuagens

Segundo os investigadores, as partículas viajam pelo corpo e instalam-se nos gânglios linfáticos.

Muito cuidadinho.

Antes de fazer a sua primeira ou próxima tatuagem, é melhor ler isto. Um estudo publicado esta terça-feira, 12 de setembro, na revista “Scientific Reports“, revelou que existem substâncias usadas nas tintas das tatuagens que viajam pelo corpo e se instalam nos gânglios linfáticos. Mais: isso faz com que seja mais difícil diagnosticar situações de cancro.

“Quando alguém quer fazer uma tatuagem, muitas vezes, são muito cuidadosos na escolha de um salão que use agulhas estéreis que não foram usadas anteriormente” mas “ninguém verifica a composição química das cores, e o nosso estudo mostra que talvez devessem fazer isso”, explica o autor do estudo Hiram Castillo em entrevista ao jornal britânico “The Guardian“.

A investigação, levada a cabo pelo Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos e do Laboratório Europeu de Radiação Synchotron, em Grenoble, França, conclui ainda que nestas partículas se incluem conservantes e contaminantes, como níquel, crómio, manganês e cobalto. Outro dos componentes encontrados na tinta foi o dióxido de titânio, que também está presente em aditivos colocados em alimentos, tintas e protetores solares.

O mesmo estudo descobriu que a cor preta, que é a mais usada, contém um composto cancerígeno — os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

Para tirar mais conclusões, os investigadores foram ajudados por outros de um instituto em Berlim especializado na avaliação de risco, de forma a identificarem as partículas das tintas das tatuagens na pele e nos gânglios linfáticos, que se localizam no pescoço, nas axilas e nas virilhas.

Para já a conclusão é que apenas partículas bastante pequenas (nanopartículas) chegam aos gânglios linfáticos. No entanto, a ideia é continuar a investigar para perceber os efeitos destas partículas no corpo.