Saúde

Estudo diz que o pico de Covid-19 em Lisboa será na terceira semana de junho

Nas restantes regiões do País, os picos já terão sido atingidos entre o final de abril e o início de maio.
Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Um modelo desenvolvido pela COTEC Portugal e pela Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa, concluiu que o número de casos de infeção pela Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo deverá atingir o pico na terceira semana de junho, com os novos casos concentrados sobretudo em Alenquer, Amadora, Barreiro, Loures, Odivelas, Seixal, Sintra e Lisboa.

O Covid-19 Insights foi desenvolvido através de um estudo, que também concluiu que não existe uma “correlação positiva entre o crescimento de novos casos e o aumento da mobilidade dos portugueses”. Nas restantes regiões do País, os picos já terão sido atingidos entre o final de abril e o início de maio.

Até esta quinta-feira, 28 de maio, a região norte mantinha-se como a mais afetada pelo surto (com 16.718 casos), mas Lisboa e Vale do Tejo (com 10.320) é aquela onde o crescimento tem sido maior. Alenquer tem sido o concelho onde o crescimento em termos relativos foi maior nas últimas duas semanas — os casos aumentaram 95 por cento.

Pedro Simões Coelho, professor da Nova IMS e um dos coordenadores do projeto indica, no entanto, que “a taxa de reprodução da infeção R(t) mantém-se pouco acima de 1, o que não indicia a existência de cadeias de transmissão descontroladas, nem antecipam um novo crescimento exponencial da epidemia”.

Os modelos desenvolvidos combinam informação epidemiológica com dados sobre a mobilidade dos portugueses e não mostram que haja uma correlação positiva entre o aumento de casos e o desconfinamento, que começou há duas semanas. “Este fenómeno não parece resultar do aumento da mobilidade dos portugueses, dado que, desde 10 de abril, observa-se um progressivo aumento da mobilidade, que é uniforme em todas as regiões, sem que tenha havido uma disrupção dos comportamentos nas últimas semanas”, explica ainda Pedro Simões Coelho.

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