Saúde

Esta mulher foi lavar pratos só para poder abraçar o marido durante a pandemia

O marido sofre de Alzheimer e de um momento para o outro ficou sem a companhia diária. Mary decidiu que havia de fazer o que fosse preciso para estarem juntos.
Reencontro de Mary e Steve foi boa surpresa.

O elevado número de casos de Covid-19 nos lares e a debilidade dos seus utentes levou a que as visitas nestes espaços tenham sido afetadas um pouco por todo o mundo.Covid-19 tem tido impacto das mais diversas maneiras. As visitas ou foram reduzidas ao mínimo ou são mesmo inexistentes. A população mais idosa é particularmente vulnerável à doença mas as medidas de segurança, embora salvem vidas, são um desafio acrescido.

Foi o que aconteceu a Mary Daniel, de 57 anos e natural da Florida, nos EUA, um estado que na última semana contou com uma média diária de casos novos superior a 10 mil. Mary estava habituada a estar todos os dias com o marido no centro especializado em doenças degenerativas onde este se encontra. Aos 66 anos e a sofrer de Alzheimer, aquela rotina com a mulher era essencial para Steve.

Todos os dias Mary visitava Steve e estava com ele até à noite. Viam televisão juntos e ela deitava-o antes de sair. A Covid-19 veio mudar isto tudo. “Tinhamos a nossa rotina e isso acabou de repente”, conta à “CNN”. “E ele nem percebia porquê”. Foi então que surgiu uma oportunidade.

O centro onde o marido estava acolhido tinha uma vaga em part-time na cozinha, a lavar pratos. Era a oportunidade perfeita. “Disse-lhes logo que ia ser a melhor pessoa que alguma vez tinham tido a lavar pratos”. A razão era óbvia: “Eu quero estar ali. Porque eu preciso de estar com ele”. Assim foi.

Mary foi escolhida e fez o teste ao novo coronavírus para poder começar a trabalhar. Foi no dia 3 de julho que começou o seu novo emprego e agora até admite que o salário será para comprar alguma coisa para os outros funcionários. O dinheiro era mesmo o menos importante. No primeiro dia, foi aos diferentes quartos recolher loiça.

Num dos quartos, lá estava Steve. Mesmo a sofrer de Alzheimer, mesmo com a máscara, reconheceu a mulher. “Mary”, disse mesmo. O momento de reencontro mereceu um abraço e lágrimas, como a própria admite à cadeia televisiva.

Mary conta ainda que o marido está mais calmo agora que tem tido oportunidade de a ver. Num dos turnos recentes, aproximou-se da mulher de surpresa pelas costas e abraçou-a. “Foi uma sensação incrível”, conta.

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