Saúde

Especialistas de Harvard dizem que vírus pode ter começado a circular em agosto

Nessa altura, explicam, houve várias pessoas na China a fazer pesquisas na Internet sobre sintomas como tosse e diarreia.
Há uma nova teoria.

Muito se tem falado sobre o período em que o novo coronavírus começou a espalhar-se na China. Uma investigação publicada no início de junho na Harvard Medical School, nos Estados Unidos, avança agosto como uma forte possibilidade.

A pesquisa, que foi realizada por especialistas da Harvard Medical School, da Universidade de Saúde Pública de Boston e do hospital infantil de Boston, baseou-se na análise de 111 imagens captadas entre janeiro de 2018 e abril de 2020 e constatou um “aumento acentuado” nas contagens de veículos nos parques dos hospitais em Wuhan a partir de agosto de 2019. O pico, explicam, foi em dezembro de 2019, o mês em que se soube da doença.

Entre setembro e outubro, cinco dos seis hospitais observados apresentaram o maior volume diário de carros no período analisado. O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou o estudo, apelidando-o de “extremamente absurdo”, diz o jornal britânico “The Guardian”.

A investigação recaiu também sobre as pesquisas realizadas nos motores de busca nos mesmos períodos. Houve um aumento em Wuhan em sintomas como “tosse” e “diarreia”.

Foi através deste método que os especialistas identificaram uma “tendência ascendente no tráfego hospitalar e no volume de pesquisas, que começou no final do verão e início do outono de 2019”, com aumento acentuado em agosto.

“Embora as pesquisas sobre o sintoma respiratório ‘tosse’ tenham mostrado flutuações sazonais coincidentes com as estações anuais do vírus influenza [gripe normal], a ‘diarreia’ é um sintoma mais específico da Covid-19 e só mostra uma associação com a epidemia atual”, pode ler-se na investigação.

E continua: “Em agosto, identificámos um aumento único nas buscas por diarreia, que não foi visto nas temporadas anteriores da gripe ou espelhado nos dados de busca da tosse.”

Segundo John Brownstein, um dos autores do estudo, “alguma coisa estava a acontecer em outubro”. O hospital para mulheres e crianças de Hubei, por exemplo, tinha 393 carros no parque de estacionamento a 10 de outubro de 2018 e 714 carros um ano depois.

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