NiTfm live

Saúde

Em 2019 pare de comer carne e salve o planeta (isto não é um exagero)

Foram vários os estudos que alertaram para esta necessidade ao longo do último ano. A NiT explica o que está em causa.
É preciso tomar medidas.

Salvar o planeta é uma prioridade e são muitos os investigadores que têm vindo a fazer alertas. Como é que se faz isso? Eles têm uma opinião comum: comendo menos carne. É isto que dizem dezenas de estudos publicados ao longo de 2018. O Relatório Planeta Vivo, publicado em outubro do ano passado, por exemplo, garante que vamos precisar de mais 2,2 planetas para sobrevivermos se continuarmos com o estilo de vida atual.

Porém, o estudo que criou maior impacto foi publicado, também naquele mês, no prestigiado jornal científico “Nature“. A mensagem foi direta: o mundo precisa de reduzir substancialmente a quantidade de carne que consome. Caso contrário, podemos assistir a um colapso climático global.

Os investigadores explicam, como já tinha acontecido em estudos anteriores, que o consumo de carne e a forma como ela é produzida tem um impacto direto no ambiente e no aquecimento global. Os gases produzidos pelas estufas e pelos próprios animais provocam vários problemas ambientais, como desflorestação, seca e aumento do nível dos oceanos.

Isto leva-nos a outra preocupação: os solos. É que um estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, a 13 de novembro de 2018, alerta para o risco de solos que absorvem dióxido de carbono poderem ficar tão saturados que começam eles próprios a emitir aquele gás e a contribuir para o efeito de estufa.

Para sermos mais precisos, estima-se que os ecossistemas ricos em turfa — um solo rico em dióxido de carbono, que consegue absorver melhor do que qualquer outro na Terra — poderão gerar anualmente quase seis por cento das emissões totais de dióxido de carbono, que é o principal responsável pelo efeito de estufa e provoca o tão temido aquecimento global.

Que tipo de alimentação devemos ter?

A solução pode ser simples: diminuir a quantidade de carne que consome e apostar mais em legumes, leguminosas e outros alimentos cuja produção não prejudique o ambiente.

“Alimentar uma população mundial de dez mil milhões de pessoas é possível, mas só se mudarmos a forma como comemos e produzimos os nossos alimentos”, explica ao jornal britânico “The Guardian” o professor Johan Rockström, do Instituto Potsdam para o Estudo do Impacto Ambiental, que fica na Alemanha.