Saúde

DGS estuda evolução da Covid na Austrália para saber o que pode acontecer em Portugal

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que está a observar a pandemia na Austrália como exemplo.
Ainda não há tratamento ou vacina para a doença.

Muito se tem falado sobre uma segunda vaga da pandemia de Covid-19 em Portugal — mas não há respostas, nem datas, uma vez que este vírus é imprevisível. Questionada sobre isso na conferência de imprensa desta quarta-feira, 15 de julho, a diretora-geral da Saúde admitiu que a doença pode “não respeitar uma preferência sazonal”.

Graça Freitas garantiu que está a observar o que se passa no Hemisfério Sul, como a Austrália, onde agora é inverno. Como explicou, percebeu que o país teve uma primeira onda, baixou bastante os casos e agora está a ter “uma segunda onda simétrica à primeira”.

“O nosso grande observatório é a Austrália”, avançou, acrescentando que isso aplica quer para a gripe, quer para o novo coronavírus.

Jamila Madeira, secretária de Estado adjunta da Saúde, que também esteve presente na conferência sobre o impacto da doença no nosso País, referiu que há um plano de inverno. “O governo desenhou um reforço ao nível dos recursos humanos para suprir um conjunto de necessidades identificadas”, disse.

A responsável aproveitou também para dizer que, neste momento, a taxa de letalidade global em Portugal é de 3,5 por cento e acima dos 70 anos de 16,1 por cento. Do total de casos confirmados da doença ativos (13.640), sabe-se que 96,5 por cento estão em domicílio, três por cento em enfermaria e 0,5 por cento em cuidados intensivos.

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