Saúde

DGS alerta: cigarros eletrónicos aumentam risco de doença pulmonar grave

Não são seguros e não devem ser consumidos. Alerta estende-se ao tabaco aquecido.
Cuidado. Muito cuidado.

Não têm faltado avisos nos últimos meses sobre o consumo de cigarros eletrónicos e tabaco aquecido. Esta quinta-feira, 5 de dezembro, foi a vez da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) alertarem para os perigos destas formas de fumar.

Num documento conjunto, disponível no site da DGS, explicam que a doença pulmonar crónica está associada à utilização de cigarros eletrónicos ou “vaping”. E, mais: que a Comissão Europeia está a estudar medidas a adotar.

O novo aviso vem a propósito dos vários casos (2290) de doença pulmonar grave, incluindo mortes (47), registados desde agosto deste ano nos Estados Unidos, sendo que houve situações semelhantes noutros países, como Canadá, Filipinas, Bélgica, e na Suécia. Tendo este cenário presente, a DGS e o SICAD decidiram fazer uma recomendação alarmante aos fumadores. 

É certo que neste momento existe “uma grande diversidade de líquidos utilizados em cigarros eletrónicos, com e sem nicotina, e com diferentes tipos de aromas, no mercado”, explicam as duas autoridades. Contudo, “embora a investigação destes casos não esteja ainda concluída, o acetato de vitamina E, o canabidiol e outros derivados de canábis e o diacetil parecem ser substâncias associadas a estas lesões pulmonares”, acrescentam.

E continuam: “Não existem cigarros eletrónicos nem produtos de tabaco seguros, nomeadamente tabaco aquecido, [ambos] apresentam riscos para a saúde e não devem ser consumidos.”

Segundo a Direção-Geral da Saúde, com ou sem nicotina, nunca devem ser usados, particularmente por jovens, jovens adultos ou mulheres grávidas — e devem ser mantidos fora do alcance dos miúdos.

Se costuma fumar cigarros eletrónicos, deve estar atento e ir imediatamente a um médico se sentir alguns sintomas específicos: tosse, falta de ar, dor no peito, febre, calafrios, náuseas, vómitos, dor abdominal ou diarreia. Podem desenvolver-se ao longo de alguns dias, ou ao longo de várias semanas.

“Os adultos que usam cigarros eletrónicos para deixar de fumar não devem voltar a fumar. Devem avaliar todos os riscos e benefícios e considerar a utilização de terapêuticas de substituição de nicotina aprovadas pelo INFARMED, ou procurar apoio junto do seu médico ou de uma consulta de apoio à cessação tabágica”, aconselham.

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