Saúde

Derrotar a Covid-19 pode obrigar a ciclos de confinamento de 50 dias

Especialistas afirmam que poderia haver intervalos de 30 dias sem restrições, mas que demoraria 18 meses até eliminar a doença.
Podemos voltar a casa mais cedo do que pensávamos.

A sugestão chega diretamente da Universidade de Cambridge, onde cientistas avançam que uma das formas de controlar a doença sem asfixiar a economia pode passar por ciclos de confinamento e desconfinamento. Uma estratégia que poderia, afirmam os peritos, derrotar a pandemia dentro de um ano e meio.

Na quarta-feira, 20 de maio, a ministra da Saúde Marta Temido, alertou precisamente para a possibilidade de ser decretado um novo confinamento. Tudo dependerá, claro, da evolução dos números de infeções e de vítimas mortais.

Estes ciclos implicariam períodos de confinamento que durariam até 50 dias, intercalados com 30 dias de restrições menos exigentes, de forma a permitir que a economia funcione dentro de alguns parâmetros de normalidade. Este plano prolongaria o tempo de combate à pandemia, mas poderia evitar um número mais elevado de vítimas mortais.

O estudo, revelado pelo “The Daily Mail”, frisa que uma política que não contemple um confinamento e regras de distanciamento poderá levar a uma crise mais curta, com cerca de seis meses até ao controlo do vírus, mas que isso acarretaria milhões de mortes. 

“[Este plano] permitiria que as populações e as suas economias pudessem respirar nos intervalos, o que poderia tornar mais sustentável esta solução (…) e arrecadar tempo valioso para apoiar serviços de saúde e desenvolver novos tratamentos e vacinas”.

A investigação foi liderada por Rajiv Chowdhury, epidemiologista na universidade britânica, e aplicou o modelo de acordo com dados de 16 países de todo o mundo.

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