NiTfm live

Saúde

Cuidado: os alisamentos químicos podem ser perigosos para a saúde

Já morreram duas mulheres em São Paulo, no Brasil, após a exposição a esta substância tóxica.
Leia isto com atenção.

Os alisamentos químicos, também conhecidos como escovas progressivas, são um tratamento feito em salões de cabeleireiro que torna os fios naturalmente encaracolados ou ondulados em cabelo liso. Uma das maiores vantagens deste serviço é a quantidade de tempo que os clientes acabam por poupar diariamente, já que os cabelos passam a secar lisos sem ser necessário usar placas ou secadores.

Apesar de serem cada vez mais populares, são conhecidos alguns riscos para a saúde associados aos alisamentos químicos, sobretudo àqueles que têm formol na sua composição. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta substância é cancerígena e o contacto com a mesma pode causar irritação na pele, queimaduras, descamação e ainda queda de cabelo.

Esta substância também pode alterar a cor e a textura da pele, além de provocar dermatite, desidratação, hipersensibilidade e ulcerações, entre outros problemas levantados pela exposição prolongada. Ao jornal brasileiro “Metrópoles”, a dermatologista Lúcia Miranda explicou que “nunca é eliminado do organismo”, podendo até “gerar bolhas” ou “levar à cegueira”, um dano que é irreversível.

Nos alisamentos, este componente químico é colocado numa solução líquida que é espalhada no cabelo e que depois evapora com a passagem de uma placa quente, que serve para que os fios absorvam todo o produto. O problema é que, durante o processo, o formol acaba por se transformar em vapor, que é por sua vez inalado em grandes quantidades pelos clientes e profissionais do salão.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer — o órgão brasileiro para a prevenção do cancro — a exposição prolongada aumenta o risco da doença na faringe, além da leucemia.

Na cidade de São Paulo, no Brasil, já foram conhecidos pelo menos dois casos de mortes associadas diretamente ao uso de formol em produtos de alisamento, causadas de forma quase instantânea com o aparecimento de problemas respiratórios no próprio dia do tratamento — a primeira em 2017 e a segunda em 2019.

Para não comprometer a saúde, o ideal é apostar em alternativas que não recorram a este ingrediente. Filipe Marcel, cabeleireiro profissional, explicou à mesma publicação que existem tratamentos que utilizam ácidos como a guanidina que também alisam o cabelo, uma opção que acaba por ser menos perigosa.

O grande desafio da indústria é desenvolver alternativas que tenham a mesma eficácia, mas que não sejam nocivas para os clientes. Ainda assim, todos os produtos utilizados em alisamentos acabam por entrar no organismo, o que significa que é muito importante encontrar profissionais de confiança, que saibam realizar os melhores tratamentos, com ingredientes que sejam o mais naturais possível.