Saúde

Coronavírus: pessoas com sintomas fracos podem ser transmissores mais perigosos

A conclusão é de um estudo realizado por investigadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
É preciso ficar em casa.

A pandemia do novo coronavírus já infetou mais de 800 mil pessoas e causou cerca de 39 mil mortes em vários países. Apesar disso, a maioria dos infetados tem sintomas leves de doença e o maior risco de morte aplica-se a idosos ou pessoas com outras patologias.

Porém, é preciso ter muito cuidado com os assintomáticos: estas pessoas são transmissores particularmente perigosos do vírus, segundo a conclusão de um estudo publicado no passado dia 16 de março por um conjunto de seis investigadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Foram investigadas 375 cidades chinesas entre 10 de janeiro, altura em que a epidemia se começou a propagar no país, e 23 de janeiro, quando foram divulgadas as primeiras medidas de contenção — como, por exemplo, as restrições de viagens.

A conclusão foi linear: 86 por cento dos casos de infeção eram pessoas assintomáticas. Quer isto dizer que os portadores não apresentavam sintomas ou se os apresentavam, eram muito ligeiros. O estudo concluiu ainda que, apesar de serem 55 por cento menos capazes de transmitir o vírus do que pessoas com sintomas, os assintomáticos foram responsáveis por mais de 79 por cento das infeções na China.

A razão para isto acontecer é simples: ao não apresentarem sintomas, as pessoas tendem a ser menos cuidadosas nas suas interações, facilitando o processo de contágio. À revista “New Scientist”, um dos investigadores explica: “Quando estamos com sintomas leves (…) não paramos completamente de fazer as coisas habituais do dia a dia. São precisamente estas pessoas que se tornam nos principais responsáveis e foram elas que facilitaram a disseminação”.

Nestes casos, em vez de gotículas expelidas (seja através de tosse ou espirros), os assintomáticos transmitem o vírus sobretudo através de toques em superfícies. É, por isso, essencial cumprir com todas as indicações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Direção-Geral da Saúde (DGS) para travar a pandemia mundial. Recomenda-se lavar frequentemente as mãos; espirrar e tossir para o cotovelo; utilizar lenços descartáveis; deitar de imediato os lenços para o lixo; e lavar as mãos ou utilizar solução alcoólica sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

A verdade é que a única forma de encontrar estas pessoas assintomáticas é através de testes aleatórios à população. É precisamente isso que tem acontecido em países como a Coreia do Sul e a Islândia. Os cidadãos têm sido testados aleatoriamente e, caso os testes sejam positivos, são mantidos sob monotorização e isolamento, sendo impedidos de transmitirem o vírus a outras pessoas.

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