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Saúde

Câmara do Porto transforma Super Bock Arena em hospital com mais de 300 camas

A unidade é gerida pelo Conselho Regional da Ordem dos Médicos e pretende apoiar os hospitais de referência da cidade.
Já está a ser montado. (foto de Miguel Nogueira).

A Super Bock Arena, também conhecida como Pavilhão Rosa Mota, vai transformar-se no primeiro grande hospital de campanha no Porto, com mais de 300 camas, para travar a propagação do surto do novo coronavírus.

O espaço, conhecido como “Hospital Porto”, começou a ser montado esta terça-feira, 31 de março, e servirá de apoio aos dois hospitais de referência da cidade – São João e Santo António.

As instalações improvisadas estão a ser montadas pela Câmara do Porto, com o apoio do Exército Português, e vão receber doentes infetados com Covid-19, mas que estejam assintomáticos ou apenas com sintomas ligeiros, e que não tenham possibilidade de cumprir o isolamento no seu domicílio.

O local poderá ainda ser utilizado por doentes infetados e com necessidades de cuidados médicos devido a outras patologias. Servirá ainda para acolher doentes em fase de recuperação após infeção pela Covid-19. Segundo a autarquia, o hospital de campanha estará pronto “dentro de pouco mais de uma semana”.

A gestão clínica do “Hospital Porto” fica a cargo do Conselho Regional da Ordem dos Médicos. A Câmara do Porto, com a ajuda dos Centros Hospitalares de Santo António e São João, ficará responsável pela logística do local.

Inicialmente, a Super Bock Arena estava reservada pelo município para ser um dos centros de acolhimento dos idosos que tivessem de ser deslocalizados dos lares da cidade que, desde domingo, 29 de março, estão a ser testados de forma sistemática. Contudo, a Diocese do Porto disponibilizou, entretanto, um local para que os idosos possam cumprir o programa de isolamento após os rastreios.

Os dados divulgados esta terça-feira, 31 de março, revelam que houve mais 1035 pessoas infetadas, elevando o número total para 7443 — sabe-se que pelo menos 853 destas são profissionais de saúde. A DGS avança ainda que mais de 19.260 mil pessoas estão sob vigilância e outras 4610 aguardam os resultados das análises laboratoriais. 

Nas últimas 24 horas aumentou novamente o número de vítimas mortais: há neste momento 160 mortes provocadas pelo novo coronavírus no nosso País. A região norte continua a ser a mais afetada, com 4452 casos de infeção.

Também esta segunda-feira, 30 de março, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou a possibilidade da criação de um cerco sanitário da região do Porto – o que não agradou a autarquia. Entretanto, o presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) disse que rejeita liminarmente a ideia.