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Saúde

Bactéria ‘E. coli’ detetada num suplemento alimentar à venda em farmácias

É apresentado como um produto à base de canábis, com propriedades terapêuticas
Está à venda.

A bactéria ‘E. coli’ foi detetada num suplemento alimentar à base de canábis, apresentado como um produto com propriedades terapêuticas, que se encontra à venda nas farmácias. O anúncio foi feito esta terça-feira, 5 de novembro, pelo Observatório Português de Canábis Medicinal (OPCM), noticia a “Visão”.

O OPCM mandou analisar o óleo que se encontra no interior das cápsulas do suplemento Cannabis, no âmbito de um protocolo assinado com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, referiu Carla Dias, presidente do observatório, à agência Lusa, citada pela mesma publicação.

Na análise de controlo microbiológico, foi detetada a presença da ‘Escherichia coli’ (‘E. coli’), uma bactéria que pode causar infeções urinárias e intestinais. Além disso, foi ainda detetada uma bactéria cutânea, referiu Carla Dias que defende que as autoridades competentes devem tomar medidas uma vez que “se trata de uma questão de saúde pública”.

“Este produto está à venda nas farmácias como um produto à base de canábis e com propriedades terapêuticas” referiu Carla Dias que afirma que não tem. “Trata-se de publicidade enganosa: as pessoas estão a pagar 40 euros por cápsulas que dizem ter canabidiol, não tendo. Isso é muito grave. Nós já denunciámos ao Infarmed, à ASAE, à DGAV e ninguém nos ouve.”

“Não é canábis, não tem propriedades terapêuticas e é vendido como tal nas farmácias e em ervanárias”, concluiu. O OPMC vai analisar o perfil dos canabinóides, para avaliar se têm CBD e tetrahidrocanabinol, bem como a toxicidade do produto (contaminantes, pesticidas).