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Saúde

Especialistas dizem que animais não são um foco de transmissão de coronavírus

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, refere o mesmo sobre as superfícies.
Chegam novas atualizações sobre a doença diariamente.

Após as declarações da Organização Mundial da Saúde sobre a falta de evidências científicas conclusivas sobre a transmissão do novo coronavírus por objetos e superfícies, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CCPD) dos Estados Unidos também atualizou a sua opinião sobre este e outro tema: a Covid-19 não se dissemina facilmente através de superfícies ou do contacto com animais.

Como explica o “Washington Post” esta quinta-feira, 21 de maio, o CCPD dos EUA atualizou a sua lista online sobre a transmissão do vírus onde fez a tal atualização. O principal foco de contágio, garante, continua a ser o contacto próximo entre humanos.

Sob o novo título “o vírus não se espalha facilmente de outras maneiras”, a agência explica no site que tocar em objetos ou superfícies contaminadas não parece ser um modo “significativo de transmissão”. O mesmo se aplica para a exposição a animais infetados.

A retificação das formas de contágio chegam após o resultado de novos testes, diz Kristen Nordlund, porta-voz da agência, à mesma publicação. “A nossa linguagem de transmissão não mudou. A Covid-19 dissemina-se principalmente através do contacto de pessoa para pessoa”, esclarece.

“O contacto direto com pessoas dá origem a uma maior probabilidade de ser infetado – estar perto de uma pessoa doente, em vez de receber em mãos o jornal ou uma encomenda da FedEx”, refere Vincent Munster, virologista do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas.

Munster e outros colegas demonstraram que o vírus pode continuar ativo até 24 horas num copo de cartão; e três dias numa superfície de plástico ou metal. O vírus, no entanto, degrada-se naturalmente em poucas horas sem um hospedeiro, explicam os cientistas.

A mudança no site do centro, sem anúncio ou explicação formal, porém, diz respeito a Angela L. Rasmussen, virologista da Escola de Saúde Pública da Columbia University Mailman. 

Segundo a especialista, se as pessoas encontrarem conforto em “colocar em quarentena” as suas encomendas ou limpar as embalagens de plástico com desinfetante, “não há mal em fazer isso”. “Apenas não deve limpar os alimentos com desinfetante”, alerta.