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Saúde

Afinal, Portugal vai proibir palhinhas e sacos de plástico até 2020

As metas do governo incluem eliminar as garrafas dos supermercados e estabelecimentos.
A meta foi antecipada.

A 25 de janeiro, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, revelou que Portugal estaria livre de utensílios de plástico descartáveis até 2021. No entanto, a meta foi antecipada e deve ser uma realidade até janeiro de 2020.

“A indústria já teria que o fazer. O que estamos a dizer é que vamos antecipar no mínimo em seis meses, talvez um ano, aquilo que é definido pela Diretiva [sobre os Plásticos de Uso Único]”, explica agora o ministro ao jornal “Público“.

Isto quer dizer que os pratos, talheres, palhinhas, palhetas para o café, copos e cotonetes vão desaparecer dos supermercados muito em breve. A regra aplica-se também à loiça descartável de plástico usada na restauração e noutros locais públicos.

O cumprimento desta diretiva irá eliminar, ainda, os sacos de plástico oxo-degradáveis, ainda usados em alguns hipermercados. Apesar do nome apontar que se degradam facilmente, não é bem assim. Eles transformam-se em microplásticos que são bastante difíceis, senão impossíveis, de remover do meio ambiente. De acordo com João Matos Fernandes, a sua venda vai ser proibida a partir de 1 de janeiro de 2020.

O ministro adianta, ainda, que vão ser instalados 50 equipamentos em todo o País para depósito de embalagens como garrafas de plástico e latas de alumínio, até janeiro de 2021. A ideia é que os consumidores recebam um vale de desconto por cada garrafa entregue.

A realidade é que o governo e as empresas estão mais conscientes da necessidade de diminuir (e eliminar) o uso do plástico.

Como a NiT noticiou, as Escolas de Oliveira do Hospital vão proibir a venda de garrafas, pratos e copos de plástico, bem como utensílios, já a partir do segundo semestre deste ano. A Pastelaria Versailles também anunciou que os artigos descartáveis vão ser substituídos por peças biodegradáveis na loja da marca no Centro Comercial Colombo, em Lisboa. A Nestlé é outro dos exemplos, já que quer passar a usar apenas materiais recicláveis ou reutilizáveis até 2025.