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Saúde

Afinal, porque é que as pessoas ficam com pele de galinha?

Acontece com o frio, quando alguém nos toca ou simplesmente sopra. O novo livro "O Fascinante Mundo da Pele" explica porquê. 

Sim, há uma razão para isso acontecer.

Quem é que nunca sentiu aquela sensação de frio ou arrepio que percorre o corpo e acaba com os pelos em pé? Sim, estamos a falar da pele de galinha. E há uma explicação científica para este mistério que nos perseguiu ao longo das nossas vidas. 

O fenómeno é visto pelos dermatologistas como uma horripilação ou ereção pilosa. No fundo, consiste no facto de os pelos ficaram de pé na vertical, levando a que a pele em redor de cada um deles ganhe uma forma arqueada para cima. Em palavras mais simples, podemos apenas dizer que é a tal sensação estranha de ter algo a percorrer-nos pelo corpo.

Segundo Yael Adler, investigadora e dermatologista, isto acontece porque no fundo de cada folículo piloso (a estrutura que produz o pelo) existe um pequeno músculo responsável por levantar os pelos. Esta ação é desencadeada pelo sistema neurovegetativo. Ou seja, não somos capazes de controlar a pele de galinha conscientemente.

E sim, aquela sensação de arrepio também tem uma explicação. “Ao ficarmos com pele de galinha, a superfície total da nossa pele aumenta um pouco, o que implica que, deste modo, possamos perder mais calor e mais suor”, explica a especialista no livro “O Fascinante Mundo da Pele“, da editora Lua de Papel.

Porque é que isto acontece quando estamos no cinema a ver um filme romântico? De acordo com a doutora Yael Adler, ainda não há uma resposta concreta para isso, mas ela deverá estar relacionada com o sistema nervoso — e é por isso que continua a ser estudada.

Contudo, também há outros ruídos que nos provocam arrepios, como passar o giz numa ardósia ou riscar o prato com talheres. Por isso, os sons têm definitivamente reações sobre o nosso corpo e até na pele, mais especificamente.

Um estudo referido no livro, que chega às livrarias a 16 de maio, revela que a nossa pele é capaz de ouvir. Isso mesmo, ouvir. E tudo está relacionado com pelos nos tornozelos. Na investigação, os participantes foram capazes de identificar sons dirigidos àquela parte do corpo, mesmo quando estavam a utilizar auscultadores. O mesmo aconteceu com outras zonas, como a nuca e as mãos.

Mas há mais: no mesmo estudo, descobriu-se que as pernas com pelos ouvem melhor do que as pernas depiladas, segundo a dermatologista. 

O livro “O Fascinante Mundo da Pele” já está disponível para pré-venda nas lojas Fnac, por 15,90€.