Saúde

Mais de 6 mil casos: sarampo na Europa está a disparar por causa do coronavírus

Nos primeiros dois meses do ano registou-se um número recorde de infeções com esta doença. A culpa é da quebra na vacinação.
Os casos não param de aumentar.

“Não podemos deixar de vacinar”. O alerta é da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e tem sido repetida várias vezes ao longo das últimas semanas. As autoridades de saúde temem que haja um ressurgimento de outras epidemias por causa do confinamento e do medo do recurso aos serviços hospitalares, que resultem numa quebra do número de vacinações.

As preocupações de Graça Freitas não são, de todo infundadas. Desde o início do ano já se registaram mais de seis mil casos de sarampo na Europa, revelou esta quinta-feira, 30 de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS), numa notícia avançada pelo “Público“. Este é o valor mais elevado dos últimos anos e está a preocupar muito os profissionais de saúde.

Não podemos permitir que isto piore. Temos de fazer tudo o que pudermos para impedir que as crianças sejam vítimas desta pandemia, devido à sua vulnerabilidade a doenças que podem ser prevenidas por vacinas, como o sarampo, a difteria ou a rubéola. A covid-19 não pode ter este dano colateral.”, diz o director regional para a Europa da OMS, Hans Kluge, citado pelo jornal.

O “Público” refere ainda que o responsável sublinha que o sarampo “reapareceu” na Europa em 2017 e no ano seguinte “mais de 500 mil crianças falharam a primeira dose da vacina” contra esta doença. Em consequência disto e do incumprimento do plano de imunização a longo prazo, “mais de cem mil pessoas de todos os grupos etários foram infectados” com sarampo no continente europeu, em 2019, disse. 

Relativamente a Portugal, em 2020 já foram diagnosticados sete casos de sarampo só nos dois primeiros meses do ano — quase tantos quantos foram diagnosticados ao longo de todo o ano de 2019.

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